ORAÇÃO PESSOAL E COMUNITÁRIA


A ORAÇÃO PESSOAL E COMUNITÁRIA

Sentido do retiro.

O retiro é um grande momento de oração (encontro com Deus, consigo mesmo e com os irmãos); que nos convida ao silêncio e a escuta. Como também, é um momento de descanso, repouso; que seja, num lugar apropriado, para assim sair do cotidiano, quebrar a rotina. Portanto o retiro é uma oportunidade de meditarmos a Palavra de Deus, o nosso chamado à vocação específica...  Um aprofundamento. O retiro não é momento para estudos, nem para preocuparmos com os trabalhos da escola, nem é um debate filosófico ou teológico e etc. 

Mas, é realmente um encontro único com Deus. Desse encontro nem todas as pessoas têm o privilégio. Aquelas que têm a oportunidade de participar de um retiro são privilegiadas, porque no retiro a pessoa tem a oportunidade de buscar forças para viver mais felizes e renovar a sua vida de oração, para melhor se corresponder com Deus e relacionar-se com as outras pessoas. Todas nós no decorrer de nossas vidas precisamos de um momento para nos reabastecer da graça de Deus.

Para isso, além da oração, somos convidados a ler um bom livro de espiritualidade, ou de um santo ou santa que nos identificamos.
SÃO JOÃO DA CRUZ: “Retiro é a ampliação do deserto ajuda muito a alma e o corpo. Deus quer que a alma tenha seu deserto espiritual; o exercício do deserto é admirável”.
- quem faz o retiro é cada um de nós!
- o tema desse nosso retiro é a ORAÇÃO PESSOAL, que é a proposta desse ano formativo.
- OBS: O silêncio é fundamental para se fazer um bom retiro!

ORAÇÃO PESSOAL E COMUNITÁRIA.
(Oração Pessoal) “vigiai e orai” (Ef 6,18).
O que é a oração?
- a oração não tem receita pronta, não é uma fórmula pronta!
- a oração é o encontro da sede de Deus e da sede do ser humano. Jesus tem sede, seu pedido chega das profundezas de Deus, que nos deseja. Deus é quem primeiro chama o ser humano. 

A oração é um impulso do coração, um grito de agradecimento e de dor tanto a partir de dentro da prova como a partir de dentro da alegria.
- Portanto, a vida de oração é estar habitualmente na presença de Deus...
Ef 6,18: “Constante na oração e na súplica, rezai constantemente com espírito; para isso velai com perseverança”!
1 Ts 5,6.10: Portanto, não durmamos como os outros, mas vigiemos e sejamos sóbrios...de modo que, acordados ou dormindo, vivamos sempre com ele!!
Mc 3,13-19: “Subiu à montanha, foi chamando os que os quis, e foram com ele. Nomeou doze (a quem chamou apóstolos) para que convivessem com ele...”
Lc 18,11-14: a oração não pode ser instrumentalizada!!
 Jó 16,17: “embora em minhas mãos não haja violência e seja sincera minha oração”.
Mt 6,9-18: a oração do Pai-Nosso…a oração de Jesus é a nossa oração!CIC: 2600/2601/2602.

A ORAÇÃO DE JESUS E A ORAÇÃO CRISTÃ HOJE:
            
Quando falamos da oração de Jesus recordamos o texto nos sinópticos nos evangelhos de São Mateus e São Lucas (Lc 11, 2-4) o convite de Jesus a os discípulos de rezar o Pai-nosso (Mt 6, 9). Encontramos na Sagrada Escritura várias  citações da oração de Jesus, a própria vida de Jesus já era uma oração, Ele é o Filho de Deus encarnado, que assume a condição humana, exceto o pecado e contempla a situação dos homens e vem como a realização plena do Pai: “Este é o meu Filho amado, em ti me comprazo”(Mc 1,11b). Contudo, na oração de Jesus tem um projeto, projeto este de salvação que na Teologia chamamos de SOTEREOLOGIA, porque o conteúdo da oração de Jesus é o próprio Reino que se desenvolve nas ações de Jesus. 

Ele demonstra em todo tempo de seu ministério, como por exemplo: na tentação do deserto quando é tentado pelo demônio (Lc 4, 1-13); Jesus vence as tentações e mostra como o homem deve vencer as tentações do ter, poder e prazer, que é justamente onde o homem hoje é mais tentado em toda sua vida; São João da Cruz, doutor místico da Igreja, falava que, três coisas desorientam o homem na reta caminhada pra Deus: As paixões da carne, o inimigo (demônio) e o mundo, porém a mais difícil é o as paixões da carne! O demônio usa a própria Palavra da Escritura para tentar Jesus; Jesus com esse gesto ensina como deve ser a relação com Deus àqueles que são chamados por Ele a viver uma vida segundo Seu Espírito.

Iniciando seu ministério, Jesus mostra uma nova relação com Deus, apresentando o deserto como um lugar que gera frutos, perspectivas novas para a vida dos homens, recorda e atualiza a ligação com o Antigo Testamento quando Moisés no Monte Sinai (Ex 19,3-8) recebe os mandamentos da aliança, a simbologia do quarenta na Bíblia, como tempo propício de Deus, onde a promessa de Deus com o seu povo é de fato Jesus  a Nova aliança, ou seja, a oração de Jesus se concretiza passo a passo nos acontecimentos de Sua vida. Como por exemplo, nos milagres que Ele realizava se colocava como Sacerdote por excelência diante do Pai; aquele que intercede, pede em favor desse projeto; a oração em primeiro lugar: na Transfiguração (Lc 9,28); na multiplicação dos pães (Mc 6,42); na cura de um surdo (Mc 7, 34); na segunda multiplicação dos pães (Mc 8, 6); como também, antes da paixão: “Pai é chegada a minha...” (Jo 17,1). Uma relação de confiança e de entrega total ao Pai.

O homem moderno busca Deus onde Ele não está, no esoterismo, horóscopo, espiritismo..., e faz promessas rasas! Em Marcos (1,35) temos um testemunho de Jesus, que antes de iniciar o dia Ele se retirava para a oração, podemos dizer, mas nos religiosos também começamos o dia com a oração! Mas, a questão é que a oração não é propriedade só dos religiosos, mas de todo povo batizado, de todo Cristão, se faz um questionamento porque a nossa oração não é tão frutuosa como deveria ser?

A oração na verdade é algo que propõe um projeto, impõe a fé; a fé como um ato pessoal que se comunica em Jesus Cristo no Espírito Santo ao Pai; envolve toda a nossa existência, não se ora sem uma ação concreta, sem algo maior para realizar ou alcançar, devemos ver os frutos da oração. “A transformação espiritual não é total se não se manifesta no comportamento pessoal, como também nos hábitos. É a perfeição da pessoa mesma que aparece na sua relação a Deus e nas suas obras, segundo o passo evangélico: “Sejam perfeitos como vossa celeste è perfeito” (Mt 5,48). Como se resulta o contexto, se trata das obras externas, mas ao mesmo tempo vem notando o aspecto pessoal da relação com Deus”,[i] como nos fala Pe. Bernard.
De fato, a oração do Pai-nosso esta que Jesus ensina aos discípulos, não só como uma “fórmula pronta”, mas como um projeto da relação de Jesus com o Pai, no Espírito Santo, é um projeto de salvação para a humanidade, Jesus de fato, é o Filho de Deus esperado: “Agora Soberano Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra; porque meus olhos viram tua salvação, que preparaste em face de todos os povos, luz para iluminar as nações, e glória de teu povo, Israel” (Lc 2,29-32), essa belíssima “profissão de fé” do velho Simeão, isto é, com Simeão era o povo eleito que orava na vinda do Messias que traz a salvação.

O Senhor Jesus quando profere o Pai-nosso, inclui a todos os filhos da Nova e Eterna Aliança, e não existe outro nome acima do nome do Senhor, que seja santificado nas atitudes dos que reconhecem seu Senhorio, porque tudo o que ele faz viu que “era bom” (Gn 1, 18c); assim na terra como no céu, que dizer que Deus amou o homem primeiro, partiu da Sua iniciativa e em Jesus Cristo se confirma a história da Salvação. Jesus ensina um jeito novo de oração pela experiência!
- aprender acordar de madrugada para se entregar a Deus.
- A capela é um espaço fundamental, o mais nobre, de singela beleza, aconchegante e de freqüência diária para a meditação, a oração, a contemplação e a celebração eucarística.
- o diretor espiritual: pessoas que tem a verdade para nós.
- tanta religiosidade sem mística.
- retornar ao primeiro amor sempre; precisa-se de confiança: é preciso se lembrar de Deus com mais freqüência do que se respira.
- a oração nos ensina uma disciplina, não só quero rezar.
- não brincar com a vocação. (sem a oração brincamos com a vocação).
- portanto, a oração é sempre determinada da estrutura da fé cristã e que, portanto, se configura como um diálogo íntimo, pessoal e profundo, entre o homem e Deus, recorda que a uma oração autenticamente cristã é essencial o encontro de duas liberdades, aquela infinita de Deus com aquela finita do homem. (Pe.Maurizio Costa).
- três motivos para a oração não fluir: não querer, não saber e ter medo! 
- outras tentações: presunção, preguiça, desânimo...
ORAÇÃO COMUNITÁRIA. “Perseveravam eles na oração”(At 2,42).
(At 2,42) “Eram assíduos em escutar o ensinamento dos apóstolos, na solidariedade, na fração do pão e nas orações”. Vivemos em uma sociedade egoísta e os Padres no mesmo caminho; saibamos ser homens da partilha.


O AMBIENTE COMUNITÁRIO DA ORAÇÃO

A oração comunitária fortalece a oração pessoal e a oração pessoal fortalece a oração comunitária! Para aprofundar o ambiente comunitário da oração, partiremos do pressuposto que o nosso “tempo” (krónos), não é o tempo de Deus (Kairós), ou seja, eu devo buscar Jesus na oração em todos os momentos da minha vida; Jesus nos diz: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará passagem, ”(Jo 10, 9)!   O ambiente da oração è o próprio coração do homem, Jesus te chama e te espera. “Mediante a fé, o homem espiritual, usufrui de cada momento singular para aprofundar um colóquio com Deus”, afirma Karl Barth. É a experiência que faz novas todas as coisas! (Ap 21, 5a).

A oração comunitária muitas vezes é confundida com a oração litúrgica, eu rezando sozinho estou em comunhão também; em união com minha comunidade de fé, com minha Igreja e a oração litúrgica é a minha e nossa profissão pública, que somos um povo orante, temos um Deus que nos ama e não temos vergonha de professá-lo e por isso, a oração comunitária é aquela que estamos em comunhão com toda Igreja, no Deus Trinitário. No texto da Congregação para Doutrina da Fé (1989): Orationis Formas nos diz que: A “oração cristã, todavia, é sempre ao mesmo tempo automaticamente pessoal e comunitária”... Com isso, o apóstolo Paulo recomenda frequentemente de “vigiar e orar sem” cessar em todas as circunstâncias (Ef 6,18). Santo Agostinho recomenda: “Nas coisas necessárias unidade, nas indecisões, liberdade, em todas as coisas caridade”, como vimos a oração é um encontro sobrenatural com Deus, que não tem limites. 

E´ um “impulso do coração”, como falava Santa Terezinha do menino Jesus
- a oração realiza a comunhão com as pessoas.
Aqui entra a dificuldade com alguns companheiros de seminário, como é importante o dom da piedade!
- o seminário projeta aquilo que um dia seremos no clero e na Igreja: imitar as coisas boas.

São João Crisóstomo: De sacerdozio. (são seis livros)
1.livro: A amizade como concordância de vida; é uma grande vantagem ser para nós concordância e proteção com a nossa recíproca amizade, para isso, cortemos a hipocrisia em favor da nossa amizade. Ou seja, a amizade com os irmãos só conseguiremos fazer, se tivermos uma verdadeira amizade com Deus Nosso Pai; do contrário seremos mentirosos e infelizes.
1 Ts 5,12-22: “Nós vos pedimos, irmãos, que tenhais consideração para com os que trabalham e governam e admoestam em nome do Senhor...”
 - Rm 5,3-5: “não só isso, mas, além disso, nos gloriamos de nossas tribulações; pois sabemos que sofrendo adquirimos resistência, resistindo nos aprovam, aprovados esperamos. E a esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo dom do Espírito Santo”.
(Rm 12,12) “Alegrai-vos com a esperança, sede pacientes no sofrimento, persistentes na oração”.
-Tg 5,16: “Confessai uns aos outros os pecados, rezai uns pelos outros, e vos curareis. Muito pode a oração solicita do justo”.
- é preciso sempre nos reabastecer, porque se não tudo se torna comum.
- Jo 13,34-35: “Eu vos dou um mandamento novo: Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei: amai-vos assim uns aos outros. Nisso conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns para com os outros”.
- “ao entardecer dessa vida, nos examinarão pelo amor” (S. João da Cruz).

ORAÇÃO LITÚRGICA. “Os fiéis estavam todos unidos!” (At 2,44ss).
-A oração litúrgica é a nossa profissão de fé; a nossa tradição, porque a vida é feita de vários momentos.
- Antes havia DEVOTIO MODERNA (XIV/XV), que era para externar a religiosidade. Com a DEVOTIO MODERNA também, veio as várias expressões com a pessoa de Jesus(crucifixo) nas imagens e ícones. Eram movimentos piedosos que não feria a ortodoxia da Igreja, mas, precisava de mística: ex: Tomas Kempis: a imitação de Cristo, Filotea de S. Francisco de Sales etc.
- Hoje o Concílio Vaticano II, propõe uma comunhão e participação.
- hoje, pouco por vez, vai se perdendo o sentido do sacramento do Batismo, matrimônio, da crisma....
A oração comunitária muitas vezes é confundida com a oração litúrgica, eu rezando sozinho estou em comunhão também, em união com minha comunidade de fé, com minha igreja e a oração litúrgica é a minha e nossa profissão pública, que somos um povo orante, temos um Deus que nos ama e não temos vergonha de professá-lo e por isso, a oração comunitária é aquela que estamos em comunhão com toda igreja, no Deus Trinitário, aquela de pertença!!!
 - Pe. Cencini fala de um pertencer objetivo e outro subjetivo no sentido de grupos afins, fala da identidade de pertencer e de inconsistência nesse pertencer! Por isso que precisamos de nos educar (latim. tirar fora).

A LITURGIA é também participação da oração de Cristo, dirigida ao Pai no Espírito Santo. Nela, toda a oração cristã encontra sua fonte e seu termo. Pela liturgia, o homem interior é enraizado e fundado no grande amor com o qual o pai nos amou (Ef 2,4) em seu filho bem amado. É a mesma “maravilha de Deus” que é vivida e interiorizada por toda oração e “todo tempo, no Espírito”. (Ef 6,18) “Que o Espírito Santo suscite a vossa oração sob todas as suas formas, vossos pedidos, em todas as circunstancias; empregai as vossas vigílias em uma infatigável intercessão por todos os santos”. (CIC 1073).         
- At 2,44-47: Os fiéis estavam todos unidos e possuíam tudo em comum; vendiam bens e posses,  e os repartiam segundo a necessidade de cada um...”
- Lc 5,4-11: “Quando terminou de falar disse a Simão: rema lago adentro e joga as redes para pescar. Replicou-lhe Simão: Mestre trabalhamos a noite inteira sem nada conseguir...”.
- ninguém se forma sozinho! Fugir do isolamento; as dificuldades no ministério vêm muitas vezes por essa dificuldade de não fazer amigos no seminário e conseqüentemente no clero.
- Mt 12,34-35:“Ninhada de víboras! Como podeis dizer palavras boas se sois maus?...”
- Mt 15,10-20: “Escutai e entendei. Não contamina o homem o que entra pela boca, mas o que sai da boca...”
- a missão de Cristo e do Espírito Santo, que, na Iiturgia sacramental da igreja, anuncia, atualiza e comunica o Mistério da salvação, prolonga-se no coração de quem reza.
- os Padres espirituais comparam as vezes o coração a um altar. A oração interioriza e assimila. A liturgia durante e após sua celebração.mesmo quando é vivida “no segredo” (Mt 6,6), a oração é sempre oração da Igreja, comunhão com a Santíssima Trindade. (2655).
- 1 Jo 4,20-21: se alguém diz que ama a Deus mas odeia seu próprio irmão, mente; pois se não ama o irmão seu a quem vê, não pode amar a Deus a quem não vê. E o mandamento que nos deu é que quem ama a Deus ame também o próprio irmão”.
- precisamos propiciar uma espiritualidade litúrgica em cada momento celebrativo.
- um amigo em Roma que estudava “liturgia: precisamos superar o rublicismo e viver essa espiritualidade litúrgica”! 

ORAÇÃO MENTAL. “orarei com a mente”(1 Cor 14,15).

-1 Cor 14,15: “O que posso fazer? Eu rezarei inspirado pelo Espírito, mas rezarei também de modo inteligível. Cantarei inspirado pelo Espírito, mas cantarei também de modo inteligível!”
- a oração vocal nos prepara para a oração mental!
- vejamos nesse momento as considerações da oração mental. Essa si dá por numerosas formas: a meditação, a Lectio divina, a contemplação, o exame de consciência, a repetição, a aplicação dos sentidos, a oração afetiva, a oração de fé, a oração do coração, a oração do recolhimento, a oração da calma ou repouso, etc.
- quero chamar a atenção aqui, sobretudo a meditação, com a qual a oração mental vem identificada e que na espiritualidade inaciana é identificada com freqüência a oração das três potências: meditação, o exame de consciência e a contemplação evangélica.
-Tereza d’Ávila: “não é outra coisa oração mental... senão tratar de amizade estando muitas vezes tratando a sós com quem sabemos que nos ama”.
A oração mental está muito ligada a oração vocal, continua santa Tereza: “a oração vocal por ser oração há de ser com consideração, porque quem não adverte com quem fala, o que pede, quem é que pede, e a quem pede, não chamo oração embora mexa muito com os lábios”.

A oração é primeiramente obra do Espírito Santo na mente e no coração de ser humano!
- existe um método para a oração? Lectio divina. Veremos na ultima colocação!
- um homem grande não se forma do dia pra noite!
- o deserto é o lugar de Deus falar- Ap 12, 6: “ A mulher fugiu para o deserto, onde tinha um lugar preparado por Deus para sustentá-la por mil, duzentos e sessenta dias”!
- sem oração não vamos a lugar nenhum.
- o período de formação é insubstituível.
- a vida sacerdotal é sacrifício, martírio... Assumir a cruz de Cristo.
- falta de educação para a ascese.
- falta interioridade.
- devemos treinar a solidão.
- muitos que deixaram o ministério, tiveram a formação do cinema e da TV.
- a gratuidade.
- não devemos ser “meninões” sempre, mas senhores!
- sempre vai sempre haver tensões.
- “que a nossa mente concorde com a nossa voz” (São Bento).
- Rm 12,2: “Não vos ajusteis a este mundo, e sim transformai-vos com uma mentalidade nova, para discernir a vontade de Deus, o que é bom, aceitável e perfeito”.
- A oração mental é aquela que nos dá condição do discernimento dos espíritos! (Santo Inácio de Loyola, Santa Catarina de Siena...)
- “uma elevação da mente e do coração é já uma oração”.(Francis Arinze-2009).
-São Francisco de Sales: “mas do que outra coisa eu ti recomendo a oração mental e a do coração, especialmente aquela que se faz sobre a vida e a paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. No contemplar-lhe comumente com a meditação, a tua alma se encherá d’Ele; portanto, conhecerás bem o seu modo de agir, e sobre as suas ações modelais as tuas” .(Filotea).

Oração Continua. (Escuta) Fala Senhor que teu servo escuta”.(1 Sm 3,10).
- “a oração cristã antes de tudo é escuta”! (Enzo Bianchi: assessor do Sínodo da Palavra).
- Lc 9,35: “E da nuvem saiu uma voz que dizia: “este é meu o Filho, o eleito. Escutai-o”.
1.      Devemos fazer a oração: uma hora ao dia, um dia de retiro, uma semana de exercícios espirituais.(Mt 26,40): “não fostes capazes de vigiar uma hora comigo”!
2.      São Paulo fala de uma oração continua não como uma parte da vida, uma hora, mas como toda a vida. Orar sem interrupções. SEMPRE. SEM INTERRUPÇÕES.
3.      Que significa orar incessantemente?: orar como conversão dos nossos contínuos processos do pensamento.
4.      Como transformar as nossas atividades mentais em uma oração perpetua? Como o teu pensamento pode se tornar oração:

·        Nosso pensar é fonte de jóia da nossa dor.
·        Transformar-lhe em um ininterrupto diálogo com Deus.
·        Disciplina que promova esta conversão do pensamento à oração.

Escutar Jesus significa acolher com amor e colocar em prática a sua Palavra, unir-se a Ele e demorar Nele que é uma coisa só com o Pai e o Espírito Santo: “Se alguém me ama, guardará minha palavra e meu Pai o amará e a ele viremos e nele estabeleceremos morada”. (Jo 14,23).
- é claro, isto é, que a oração autêntica floresse onde tem a escuta: “fala Senhor que teu servo escuta” (1Sm 3,9): este é o primeiro ato da oração, que nos infelizmente invertemos em: escuta, Senhor, porque o teu servo fala!!
- exemplo de Maria: Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim a vossa vontade! Escuta obediente.
- São Bento: “Escuta o filho meu a voz do Senhor!!”

- O diálogo com Deus em realidade é a melhor forma de diálogo, porque aqui Deus se revela e se empenha com amor de Pai. A Bíblia é o lugar de encontro: “Fala, o Senhor, que o teu servo escuta” (1 Sm 3,10)”.
- Isso significa dizer, que o seminarista não seja nem arrogante, nem divergente, mas afável, hospitaleiro, sincero nas palavras e no coração (PDV 43). Ou seja, uma escuta obediente!
-São Bento: A oração e o trabalho estão entrelaçados.
- muitas vezes oramos sem acreditar.
- Por que ela (oração) deve acontecer nas raízes da paz.
Na oração eu preciso falar da minha vocação.
- Is 55, 2b-3: seremos ouvidos pela pureza de coração: “escutai, ouvi bem o que eu digo e comereis o que há de melhor, o vosso paladar se deliciará com o que há mais de saboroso. Atenção! Vinde procurar-me, ouvi-me e tereis vida nova, farei convosco uma aliança definitiva, um compromisso firme com Davi”.
- fazer o silêncio da escuta, não um silêncio infrutífero. Vivemos num mundo de barulho; não só das máquinas e carros, mas também dos barulhos do desrespeito entre os homens.
- Lectio divina é escuta e diálogo com Deus: Quais os passos?
·        Leitura, Meditação, Oração e Contemplação.
Aqui está o ser “servo”, no sentido de escuta, de obediência, de se deixar conduzir pela Palavra; uma frase muito bela do Papa Bento XVI, quando então Cardeal, em um dos seus retiros espirituais a seminaristas, na perspectiva espiritual sacerdotal que provém da escuta da Palavra, disse certa vez: “Por isso, gostaria de pedir-vos cordialmente de considerar como dever fundamental do vosso tempo de seminário e mais tarde da vossa vida sacerdotal de estar com o Senhor, aprender a ter o olhar sobre Ele, exercitar a Sua escuta, progredir sempre mais no conhecimento do Senhor através da oração e o prolongamento da escuta da Sagrada Escritura”. (Servitori della vostra gioia- in Italiano).
- Salmo 49,1: “ouvi isso, povos todos, prestai ouvidos, habitantes do mundo, nobres e gente simples, ricos e pobres igualmente”!
- Salmo 85,8-9: “Demostra-nos, Senhor, a tua lealdade e dá-nos a tua salvação. vou escutar o que Deus diz: o Senhor propõe a paz a seu povo, a seus leais, aos que recuperam a esperança”.


PERMANECEI NO MEU AMOR” (Jo 15,4).

- Jo 15,4-17: “Permanecei em mim e eu em vós...
- Lc 16,10: “quem fiel no pouco...
- Mt 24,45: “quem é o servo fiel e prudente...
- o homem que reza tem o coração reconciliado, é um homem de palavra profunda e por isso não pode estar mendigando espiritualidade.
- “as espiritualidades de hoje”!
- fiéis a tradição da Igreja.
- deserto em sua densidade continua a vida toda.
- não deixar tudo no mais ou menos: “que o vosso sim seja, sim...
- Lc 2,49: devo cuidar das coisas do meu Pai!! Muitos Padres cuidam das suas coisas pessoais e as do povo , da paróquia deixam a desejar.
- o Padre não é patrão é um pastor; o tratamento com as pessoas muitas vezes deixa a desejar; seminarista mau-educado, não pede licença, acha que servindo aos outros está se humilhando!
- nos evangelhos é o lugar da oração:
 - Mt 14,23: Depois de despedi-la, subiu sozinho à montanha para orar. Ao anoitecer ele estava sozinho ali”. 
 - Lc 9,18: Estando Ele certa vez orando a sós, os discípulos se aproximaram e ele os interrogou: quem diz o povo que eu sou?
-Mc 1,35-37: “de madrugada Jesus…
- Lc 3,21: “enquanto todo o povo era batizado e Jesus, batizado, estava em oração…
 - Lc, 6,12: “naqueles dias Jesus foi a montanha para orar…
- Lc, 9,29: “Enquanto orava seu rosto mudou de aparência…
- Lc 11,1: “Senhor, ensina-nos a orar…
- Lc 22,43: “apareceu-lhe um anjo lá do céu que o fortalecia”
- 1 Jo 5,14: “e esta é a confiança que temos em Deus: se lhe pedimos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele nos ouve”.
- Lc 6,43-45: “não existe arvore boa que dê frutos ruins, nem arvore ruim que frutos bons...
- o permanecer é ver os frutos: trinta por um, sessenta por um…
- o permanecer é ver os frutos acontecer na vida!!!




FIQUEM NA PAZ DE DEUS!
SEMINARISTA SEVERINO DA SILVA.

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