O SACRAMENTO DO BATISMO

O Batismo é o nascimento. Como a criança que nasce depende dos pais para viver, também nós dependemos da vida que Deus nos oferece. No Batismo, a Igreja reunida celebra essa experiência de sermos dependentes, filhos de Deus. Pelo Batismo, participamos da vida de Cristo. Jesus Cristo é o grande sinal de que Deus cuida de nós.

o santo Batismo é o fundamento de toda a vida cristã, a porta da vida no Espírito e a porta que abre o acesso aos demais sacramentos. Pelo Batismo somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornamo-nos membros de Cristo, somos incorporados à Igreja e feitos participantes de sua missão: "Baptismus est sacramentum regenerationis per aquam in verbo - O Batismo é o sacramento da regeneração pela água na Palavra". Quando recebemos o Sacramento do Batismo, transformamo-nos de criaturas para Filhos Amados de Deus. Muitos pensam que os sacramentos em geral são obras eclesiásticas, ou seja, os sacramentos são "invenções" da Igreja. Isso não é verdade, os sacramentos são sem sombra de dúvidas criadas por Jesus Cristo, o próprio Deus Encarnado.

O profeta João Batista, primo de Jesus, que veio ao mundo para preparar os caminhos para a vinda do Messias, foi quem batizava as pessoas para a vinda de Cristo (Mc 1, 2s). Ele sabia que o seu Batismo era temporário, pois logo depois dele viria o seu primo Jesus que batizaria no Espírito Santo, ou seja, o profeta batizava com água e Jesus batizava com o Espírito Santo. A Bíblia sugere o batismo de todos, o que inclui as crianças. Atos 2, 38-39: "Disse-lhes Pedro: 'Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo. A promessa diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos que estão longe - a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar'." E também outras passagens. (ver Atos 16, 15; Atos 16, 33; Atos 18, 8; 1Coríntios 1, 16)

Quando o batismo é válido?
O batismo é ordinariamente válido quando o ministro (bispo, presbítero, diácono) - ou, em caso de necessidade qualquer pessoa (batizada) - derrama água sobre batizando, enquanto diz: "N..., eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo". Isso supõe a fé em Jesus Cristo, pois sem a fé o batismo não passa de uma encenação.
Mas não só o batismo na Igreja Católica é válido. O batismo de crianças ou de adultos realizados em algumas outras também o é. Batizam validamente: as Igrejas Orientais; a Igreja Vetero-Católica; a Igreja Episcopal (Anglicana) do Brasil; a Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB); a Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB); e a Igreja Metodista.
O batismo em outras Igrejas é válido se realizado com águas e na mesma fé, utilizando a fórmula trinitária. Por razões teológicas, ou pelo sentido que dão ao sacramento, a Igreja Católica tem reservas quanto à validade do batismo realizado em algumas Igrejas e considera inválido o batismo de certas expressões religiosas.
Jesus disse aos discípulos: "Vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês" (Mt 28, 19-20). O Cristo Ressuscitado envia sua Igreja ao mundo, pois a salvação é oferecida a todos.
Para ser salvo, é preciso Ter fé em Jesus e segui-lo, mas ninguém segue Jesus sozinho. Pelo batismo passamos a fazer parte da comunidade dos seguidores de Jesus, participantes da vida de Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo.
O batismo é um Dom de Deus para nós. Dom que nos torna filhos amados, e não apenas simples criaturas. Ele nos mostra que fomos feitos para a comunhão com aquele que é o Senhor de tudo e com o nossos irmãos, incluindo aquelas que acreditam em Jesus Cristo, mas não são católicos como nós.
O Batismo é o sacramento da comunhão de todos no Cristo. É isso que nos diz São Paulo: "Pois todos vocês, que foram batizados em Cristo, se revestiram de Cristo. Não há mais diferenças entre judeu e grego, entre escravo e homem livre, entre homem e mulher, pois todos vocês são um só em Jesus Cristo" (Gl 3, 27-28)

Para que existe o Batismo?
Adão e Eva pecaram gravemente, desobedecendo a Deus, querendo ser iguais a Deus. Foram, por isso, expulsos do Paraíso. Passaram a sofrer e a morrer. Deus castigou-os e transmitiu a todos os filhos de Adão, ou seja, a todos os homens, o pecado original. Mas Deus prometeu a Adão e Eva que enviaria seu próprio Filho, segunda Pessoa da Santíssima Trindade, que seria igualmente homem, para morrer na Cruz e pagar assim o pecado de Adão e Eva e todos os outros pecados.
Mas não basta que Jesus tenha morrido na Cruz. É preciso ainda que essa morte de Jesus seja aplicada sobre as almas para que elas reencontrem a amizade de Deus, ou seja, se tornem filhos de Deus e tenham apagado o pecado original. Foi então para aplicar seu Sangue derramado na Cruz sobre nossas almas que Jesus instituiu o Sacramento do Batismo.

Quando foi que Jesus instituiu o Batismo?
Jesus instituiu o Batismo logo no início da sua pregação, quando entrou no rio Jordão para ser batizado por São João Batista. O Batismo de João não era um Sacramento. Só quando Jesus santifica as águas do Jordão com sua presença e que a voz do Pai se faz ouvir: "Este é meu Filho bem amado, em quem pus minhas complacências", e que o Espírito Santo aparece sob a forma de uma pomba (foi então uma visão da Santíssima Trindade), é que fica instituído o Batismo.
Essa instituição será confirmada por Jesus quando Ele diz a seus Apóstolos: "Ide e ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo." Leia na Bíblia, no Evangelho de São Mateus, o Capítulo 3, Versículo 13.

Matéria e Forma
Jesus instituiu, então, o Batismo e determinou que seria usada a água como matéria desse Sacramento. Foi também Jesus quem determinou a forma: "Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém." O rito da Batismo consiste assim em derramar água na cabeça da pessoa que vai ser batizada, ao mesmo tempo em que se diz a forma. Mas só isso não basta. É preciso ainda que o ministro tenha a intenção de fazer o que faz a Igreja Católica no Sacramento do Batismo.
A Santa Igreja acrescentou também diversas orações preparatórias que completam a cerimônia. Quem já assistiu a um Batismo sabe que o Padre usa o sal bento, o óleo dos catecúmenos, o Santo Crisma, entrega a vela acesa aos padrinhos, veste a roupa branca no batizado e, principalmente, reza as orações contra o demônio, para que o pai da mentira nem se aproxime do batizado. Esse é o batismo Católico, o único instituído por Jesus, o único capaz de nos tornar filhos de Deus.

O Ministro do Batismo
Normalmente, o ministro do Batismo é um Padre. É ele quem recebeu de Deus o poder de trazer a Fé ao coração da pessoa batizada, tornando-a filha de Deus. Mas pode acontecer que seja preciso batizar às pressas alguém. Se não houver um Padre por perto, qualquer pessoa pode batizar, desde que queira fazer o que a Igreja Católica faz no Batismo, que use água e diga as palavras da forma do Batismo.
Além da pessoa que está sendo batizada, do ministro que batiza, há também, na cerimônia do Batismo, os padrinhos, que seguram a criança. Normalmente escolhe-se para padrinhos um homem e uma mulher. Eles devem ser bons católicos, pois a função dos padrinhos é dar o exemplo, ajudar aos afilhados a aprender o Catecismo, a rezar, a conhecer e amar a Deus. São os padrinhos que respondem no nosso lugar as perguntas que o ministro faz durante a cerimônia.

Os efeitos do Batismo
O Batismo nos dá, pela primeira vez, a graça santificante, que é a amizade e a presença de Deus no nosso coração. Junto com a graça recebemos o dom da Fé, da Esperança e da Caridade, assim como todas as demais virtudes, que devemos procurar proteger no nosso coração. Apaga o pecado original. Apaga os pecados atuais e todas as penas ligadas aos pecados. Imprime na nossa alma o caráter de cristão, fazendo de nós, filhos de Deus, membros da Santa Igreja Católica e herdeiros do Paraíso. Nos torna capazes de receber os outros Sacramentos.
Por isso tudo, vemos que o Batismo é absolutamente necessário para a salvação. Só entra no Céu quem for batizado. Mas para as crianças que morrem ser terem sido batizadas e não têm culpa, a Igreja as confia à misericórdia de Deus e na sua promessa de que queria que todos se salvassem (1Tim 2, 4) principalmente quando chama para si as crianças, que são praticamente os únicos seres puros de coração (Mc 10, 14). Isso é chamado Limbo. (ver CIC 1261).

http://www.auxiliadora.org.br/sacramentos/batismo.htm













1ª CARTA AOS CORÍNTIOS

Paulo é apresentado até hoje dentro da tradição da Igreja como o “apóstolo dos gentios” (povo pagão). Sabemos que entre os apóstolos, Paulo foi o que mais escreveu cartas. Antes de sua conversão, ele entre os Cristãos era tido como um malfeitor, mal amado e mal conhecido, pois perseguia a todos que se diziam discípulos de Cristo. A primeira carta aos Coríntios tem como remetentes Paulo e Sóstenes onde o apóstolo o chama de irmão (1 Cor. 1, 1). A Carta aos Coríntios da qual nós vamos nos entreter foi escrita em Éfeso, provavelmente entre os anos 50 a 56 d. C. Podemos afirmar que Corinto era uma cidade rica com um comércio grande e ativo, onde a comercialização de escravos era freqüente. 


Corinto possuía uma estimativa de 500.000 mil hab. A cidade era conhecida como a terceira mais importante do Império romano, depois de Roma e Alexandria. A distribuição de renda na cidade era escandalosa, pois a riqueza estava nas mãos de uma minoria e grande parte das pessoas vivia totalmente na miséria. A estadia de Paulo na cidade foi de no máximo dezoito meses (Atos 18, 1-18), foi o suficiente para fundar uma comunidade cristã. Paulo assim que chegou a cidade conheceu Áquila e Priscila (1 Atos. 18, 1-4). Eles eram cristãos que haviam fugido da Itália e tinham a mesma profissão do apóstolo, eram fazedores de tenda e ex-escravos de origem judaica. O apóstolo ficou hospedado na casa dos dois. Porém, acolhendo o apóstolo eles também corriam o risco de serem novamente perseguidos pelo império romano. 


Paulo tinha vários conhecidos na comunidade de Corinto, por isso para ele era fácil obter informações sobre a realidade daqueles que aderiam ao evangelho anunciado.  Entre as fontes preciosas estavam os familiares de Cloé, (1, Cor. 1, 11), a carta que chegou em suas mãos enviada pelos Coríntios ( 1 Cor. 7, 1), e a delegação composta por Estéfanas, Fortunato e Arcaico (1, Cor. 16, 17)É verdade que não era fácil para o “apóstolo dos gentios” anunciar o evangelho de Cristo em Corinto. Na medida em que sua ação missionária se expandia, também aumentava a ira dos judeus contra ele. O que tornava para ele cada vez mais difícil anunciar a palavra de Jesus Cristo (o evangelho) nas sinagogas. 


Enquanto isto, a comunidade dos cristãos estava reproduzindo os mesmos efeitos que os não-cristãos de Corinto produzia, ou seja, estavam deixando se dominar pela discórdias, brigas, invejas. Ela também estava dividida. Apoiando-se na autoridade de cada um dos pregadores do evangelho. Os Cristãos recém batizados estavam brigando entre si. Uns se diziam seguidores de Paulo, outros de Pedro ou até mesmo de Apolo, como se Cristo para esses pregadores fosse dividido. É certo que em Corinto existiam grupos e cada qual com sua maneira de pensar. Cada qual tinha o seu modo de como servir a comunidade. Uns só pensavam em dar atenção o que Paulo afirmava, outros ao que Apolo dizia e outros que se diziam proclamadores de adesão a Pedro. Estes tinham dificuldade de integrarem-se na comunidade onde a hegemonia de cristãos era pagã, pois eles eram judeus convertidos. 


Por isso, logo no início da carta, (Atos 1, 11-16) vemos a advertência que Paulo faz aos neo-cristãos convertidos em Corinto, onde o mesmo relata que o único líder é o Nosso Senhor Jesus Cristo, e este jamais está dividido. Certamente, este é o seu primeiro objetivo quando se dispõem a escrever a carta, restabelecer a unidade entre os cristãos. Como em quase toda cidade pagã, havia muita discriminação em Corinto. A palavra proferida por Paulo neste sentido se torna forte porque o evangelho de Jesus cristo tornar-se atraente para todas as pessoas que sentiam algum tipo de discriminação daí nós vemos que já desde o início o cristianismo luta para dar uma dignidade de vida àqueles que não têm. “Não há entre vós nem muitos sábios aos olhos dos homens, nem muitos poderosos, nem muita gente de família distinta” (1 Cor. 1, 26)


Mediante isto, o alerta de Paulo não se dava só para a dimensão econômica, mas para todas as áreas, pois as discriminações eram enormes nas mais variadas dimensões: culturais, históricas, religiosas, étnicas, patriarcais e antropológicas. Mesmos para aqueles que eram ex-escravos e tendo até mesmo conquistado êxito na vida com uma ascensão econômica eram discriminados pelos que nunca foram escravos e os cidadãos gregos. Naquela época, o cristianismo já se preocupava e entendia o sofrimento por parte de alguns e apresentava até então um projeto audacioso, diferente e desconhecido para Corinto. Um projeto em que todos têm vez, gerar uma sociedade comprometida que reconheça todos como pessoas valiosas e dignas de viver igualitariamente, esta era a utopia por parte daqueles que queriam viver conforme a vontade de Deus seguindo o seu evangelho apresentado por Paulo. 


Na comunidade de Corinto estava acontecendo alguns absurdos também na celebração Eucarística, Paulo exorta e esclarece como os cristãos devem comportar-se nas celebrações (1 Cor. 11, 17- 34) trazendo á tona as discriminações que havia na comunidade reprovando todo e qualquer ato que venha acontecer posteriormente. Chama de homens infantis na fé (1 Cor. 3, 1-4) e de escravos (1 Cor. 7, 23) aqueles que se submetem a criar facções dentro da comunidade agindo de forma má deixando-se levar por ideologias humanas. Em 1 Coríntios precisamente nos cap. 5° e 6° vemos a crítica que Paulo faz aos que não vivem de acordo com o evangelho. Denuncia os escândalos que acontecem na comunidade, entre os quais existem incestos, julgamentos em tribunais pagãos, alerta também lembrando que grande parte dos cristãos vive na imoralidade. Certamente é por causa disto que o apóstolo de Cristo desenvolve uma teologia do corpo. 


Os conflitos na comunidade de Corinto eram bastante difíceis, pelo menos três foram relatados por Paulo. Uma pessoa da comunidade intimou outra, que também fazia parte da comunidade e o pior é que recorreram a um tribunal pagão para sanar o conflito (1 Cor. 6, 6). Eis o que diz Paulo, a respeito deste conflito: “será que entre vocês não existe ninguém suficientemente sábio para servir de juiz entre os irmãos?” (1 Cor. 6, 5). Paulo dizia isto para que tanto eles como os outros se envergonhassem de tal atitude. Ele ficou sabendo que tinha um homem que convivia com a mulher de seu pai, isto é, com sua madrasta, (1 Cor. 5,1). Além do mais, outros homens que faziam parte da comunidade estavam saindo com prostitutas. Diante destes fatos, Paulo enfrenta em Corinto uma falsa concepção de liberdade, extremamente permissiva em questões de vida sexual. Como princípio, ele salienta que nem tudo convém à condição cristã. O cristão deve saber discernir o que leva ao crescimento e à realização da pessoa humana. Para o apóstolo Paulo o cristão uma vez que foi resgatado por Cristo para viver a liberdade, não deve deixar-se escravizar de novo, nem mesmo pelo próprio corpo (1 Cor. 6, 15-20)


Na comunidade de Corinto, começa a surgir muitas indagações a respeito de como o cristão deve seguir seu caminho. Surgem bastantes exageros por parte de alguns: uns diziam que o matrimônio era algo ultrapassado e outros se martirizavam para viver o celibato. Diante de tais exageros, a orientação de Paulo é extremamente realista: consciente das necessidades e da fragilidade humana, ele coloca no devido lugar tanto o celibato como o matrimônio. Para o “apostolo dos gentios” o celibato se trata de um dom, uma vocação, portanto para o celibatário viver deste modo não significa merecer nenhum mérito. Enquanto o matrimônio é lugar por excelência da união e da vida sexual; união indissolúvel, feita de dom e disponibilidade recíproca (Ef. 5, 4-33). Quanto ao divórcio Paulo ensina a mesma coisa que os evangelhos (Mt. 19, 9)


Na comunidade de Corinto também existiam os cristãos chamados “espiritualistas” que gostavam de usar o dom glossolalia para rezar, porém Paulo faz uma crítica para que eles não estacionem só neste dom, mas que almejem com bastante ânsia o dom de profetizar. Para ele aquele que profetiza é maior que aquele que fala em línguas. Vejamos o que diz o apostolo Paulo sobre este assunto:


“Desejem os dons do Espírito, principalmente a profecia, pois quem profetiza fala às pessoas, é entendido, edifica, exorta e consola a comunidade. Aquele que profetiza é maior do que aquele que fala em línguas. Quem fala em línguas edifica somente a si mesmo, ao passo que aquele que profetiza edifica a assembléia. Desejo que todos falem em línguas, mas prefiro que profetizeis” (1 Cor. 14, 1-5).


Segundo Paulo os carismas são sim bastantes úteis, mas edifica mais quando estes são usados para o crescimento da comunidade, por essa razão ele recomenda vivamente o uso do dom da profecia. A profecia é o dom pelo qual alguém, sob a inspiração do Espírito Santo, mostra a vontade de Deus dentro da situação presente da comunidade. Este por fim deve estar comprometido com a mesma. Com suas palavras proferidas, vindas provenientes do próprio Deus o profeta faz com que a comunidade busque a conversão. Já quem possui o dom de línguas este fala palavras incompreensíveis e não havendo um intérprete edifica só a si mesmo. 

A carta também apresenta outras normas em relação ao culto, Paulo pede para que haja ordem e um autêntico culto cristão nas assembléias litúrgicas (1 Cor. 11-14). Entre as normas Paulo salienta que: “se a mulher não se cobre com o véu, mande cortar os cabelos. Mas, se é vergonhoso para uma mulher ter os cabelos cortados ou rapados, então cubra a cabeça” (1 Cor. 11, 6). Provavelmente para falar da dependência da mulher Paulo esteja usando argumentos machistas dos mestres judeus. Adiante dar a entender que ele percebe que está negando o direito de igualdade de ambos os sexos e volta atrás. Alguns estudiosos afirmam que Paulo era machista, mas se assim o fosse não teria defendido a mulher com direito de igualdade para com o homem vejamos: “portanto, diante do senhor, a mulher é inseparável do homem, e o homem da mulher. Pois, se a mulher foi tirada do homem, o homem nasce da mulher, e tudo vem de Deus” ( 1 Cor. 11, 11-12). Para Paulo as mulheres tinham todos os direitos assim como o homem na comunidade. Esta é a única defesa explícita da completa igualdade das mulheres no Segundo Testamento. 

Em seguida, denuncia as diferenças de classes nas celebrações, e aí é taxativo: Eucaristia sem amor fraterno é impossível (1 Cor. 11, 17-34). Os costumes sociais e culturais dos Coríntios não desaparecem do dia para a noite pelo fato de se terem convertido ao cristianismo. O proprietário da casa continuava a receber seus amigos cristãos na sala de jantar, ao passo que os demais, menos afortunados, se amontoavam no atrium. Por fim, depois de tantos conflitos, desuniões, escândalos, denúncias, brigas, imoralidades e confusões litúrgicas. Paulo chama a atenção para que: a comunidade que celebra a Eucaristia ela anuncia o futuro de uma reunião onde toda a humanidade se reunirá em torno de um único Banquete, o do Senhor. Na celebração da Eucaristia todos são chamados à conversão e a santidade com o intuito de alcançar a vida eterna e definitiva com Deus.
           
Referências:

Bíblia de Jerusalém, Editora Paulus – São Paulo – Brasil – 2002.
Bíblia Sagrada, Edição Pastoral, Editora Paulus – São Paulo – Brasil – 1990 . 
As Epístolas aos Coríntios, Michel Quesnel, São Paulo, Edições Paulinas, 1983, (Cadernos bíblicos; 20).
1-2 Coríntios, Giuseppe Barbaglio, São Paulo, Edições Paulinas, 1993, (coleção pequeno comentário bíblico – NT).

FIQUEM NA PAZ DE DEUS!
SEMINARISTA SEVERINO DA SILVA

OBJETOS LITÚRGICOS

ALFAIAS: Designam todos os objetos utilizados no culto, como por exemplo, os paramentos litúrgico.
ALIANÇA: Anel utilizado pelos noivos para significar seu compromisso de amor selado no matrimônio.
ALTAR: Mesa onde é realizada a ceia Eucarística. Na liturgia, esta mesa representa o próprio Jesus Cristo.
AMBÃO: Estante na qual é proclamada a palavra de Deus.
ALVA: Veste litúrgica comum dos ministros ordenados.
ÂMBULA: Uma espécie de cálice maior, onde são guardadas as hóstias consagradas. Possui tampa.
AMITO: Paninho utilizado sob a alva para conservá-la limpa.
ANDOR: Suporte de madeira, enfeitado com flores. Utilizado para levar os santos nas procissões.
ASPERGES: Utilizado para aspergir o povo com água-benta. Também conhecido pelos nomes de aspergil ou aspersório.
BACIA: Usada com o jarro para as purificações litúrgicas.
BÁCULO: Bastão utilizado pelos bispos. Significa que ele está em lugar do Cristo Pastor.
BATINA: Durante muito tempo foi a roupa oficial dos sacerdotes.
BASTITÉRIO: O mesmo que pia batismal. É onde acontecem os batizados.
BURSA: Bolsa quadrangular para colocar o corporal.
CALDEIRINHA: Vasilha de água-benta.
CÁLICE: Uma espécie de taça, utilizada para depositar o vinho que será consagrado.
CAMPAINHA: Sininhos tocados pelo acólito no momento da consagração.
CAPA: Usada pelo sacerdote sobre os ombros durante as procissões, no casamento, batismo e bênção do Santíssimo. Também conhecida como CAPA PLUVIAL ou CAPA DE ASPERGES, ou ainda CAPA MAGNA.
CAPINHA: Utilizadas pelas Senhoras que exercem o ministério extraordinário da comunhão.
CASTIÇAIS: Suportes para as velas.
CASULA: É a veste própria do sacerdote durante as ações sagradas. É usada sobre a alva e a estola. No Brasil, a CNBB aprovou em 1971 o uso de uma túnica ampla no lugar da casula.
CADEIRA DO CELEBRANTE: Cadeira no centro do presbitério que manifesta a função de presidir o culto.
CIBÓRIO: O mesmo que âmbula, conhecido por píxide.
CÍNGULO: Cordão utilizado na cintura.
CÍRIO PASCAL: Uma vela grande onde se pode ler ALFA E ÔMEGA (Cristo: começo e fim) e o ano em curso. Tem grãos de incenso que representam as cinco chagas de Cristo. Usando na Vigília Pascal, durante o Tempo Pascal, e durante o ano nos batizados. Simboliza o Cristo, luz do mundo.
COLHERINHA: Usada para colocar a gota de água no vinho e para colocar incenso no turíbulo.
CONOPEU: Cortina colocada na frente do sacrário.
CORPORAL: Pano quadrangular de linho com uma cruz no centro. Sobre ele é consagrado o pão e o vinho.
CREDÊNCIA: Mesinha ao lado do altar, utilizada para colocar os objetos do culto.
CRUZ PROCESSIONAL: Cruz com um cabo maior utilizada nas procissões.
CRUZ PEITORAL: Crucifixos dos bispos.
CUSTÓDIA: O mesmo que OSTENSÓRIO.
DALMÁTICA: É uma roupa que o diácono usa sobre a alva e a estola.
ESTOLA: É uma tira de pano colocada no ombro esquerdo, como faixa transversal pelo diácono e pendente sobre os ombros pelo presbítero e bispo. É o distintivo dos ministros ordenados.
ESCULTURAS: Existem nas Igrejas desde os primeiros séculos. Sua única finalidade litúrgica é ajudar a mergulhar nos mistérios da vida de Cristo. O mesmo se pode dizer com relação às pinturas.
GALHETAS: Recipientes onde ficam a água e o vinho durante a celebração Eucarística. Podem ser levados ao altar durante a procissão das ofertas.
GENUFLEXÓRIO: Faz parte dos bancos da Igreja. Sua única finalidade é ajudar o povo na hora de ajoelhar-se.
HÓSTIA: Pão Eucarístico. A palavra significa ¨vítima que serᨠsacrificada.
HÓSTIA GRANDE: É utilizada pelo celebrante. É maior apenas por uma questão de prática. Para que todos possam vê-la na hora da elevação, após a consagração.
INCENSO: Resina de aroma suave. O incenso produz uma fumaça que sobe aos céus, simbolizando nossa oração.
JARRO: Usado durante a purificação.
LAMPARINA: É a lâmpada do Santíssimo.
LAVATÓRIO: Pia da sacristia. Nela há toalha e sabonete para que o sacerdote possa lavar as mãos antes e depois da celebração. Antigamente a água do lavatório ia diretamente para terra, porque ali era dada a primeira lavada no corporal e no sanguinho. É exemplo do zelo litúrgico dos antigos.
LECIONÁRIOS: Livros que contêm as leituras da missa.
LIVROS LITÚRGICOS: Todos os livros que auxiliam na liturgia: lecionários, missal, rituais, pontifical, gradual, antifonal.
LUTENA: Objeto em forma de meia-lua utilizado para fixar a hóstia grande dentro do ostensório.
MANUSTÉRGIO: Qualquer toalha utilizada para purificar as mãos antes, durante e depois da ação litúrgica.
MATRACA: Instrumento de madeira que produz um barulho surdo. Substitui os sinos durante a semana santa.
MITRA: Uma espécie de chapéu alto e pontudo usado pelos bispos. É o símbolo do poder espiritual.
NAVETA: Recipiente onde é depositado o incenso a ser usado na liturgia. Tem a forma de um pequeno navio.
OPA: Roupa que distingue os ministros extraordinários da comunhão.
OSTENSÓRIO: Objeto utilizado para expor o Santíssimo, ou para levá-lo em procissão. Também conhecido como custódia.
PALA: Cobertura quadrangular do cálice.
PÁTENA: Um tipo de pratinho sobre o qual são colocadas as hóstias para a celebração.
PISCINA: antigo nome da pia da sacristia.
PÍXIDE: O mesmo que ÂMBULA.
PLANETA: O mesmo que CASULA.
PLUVIAL: Antiga capa de chuva usada pelos sacerdotes durante a procissão.
PRATINHO: Recipiente que sustenta as galhetas.
PURIFICATÓRIO: O mesmo que sanguinho.
RELICÁRIO: Onde são guardadas as relíquias dos santos.
SACRÁRIO: Caixa onde é guardada a Eucaristia após a celebração. Também é conhecida como TABERNÁCULO.
SANGUINHO: Pequeno pano utilizado para o celebrante enxugar a boca, os dedos e o interior do cálice, após a consagração.
SANTA RESERVA: Eucaristia guardada no SACRÁRIO.
SOBREPELIZ: Veste branca usada sobre a batina, para substituir a alva. Usada em procissões e na celebração de alguns sacramentos, como a confissão.
SOLIDÉU: Um pequeno barrete em forma de calota, usada pelos bispos sobre a cabeça.
TABERNÁCULO: O mesmo que SACRÁRIO.
TECA: Pequeno recipiente onde se leva a comunhão para os doentes.
TÚNICA AMPLA: Veste aprovada pela CNBB para o Brasil. Substitui o conjunto de alva e casula. Deve ser realmente ampla.
TURÍBULO: Vaso metal utilizado para queimar incenso.
VÉU DO CÁLICE: Pano utilizado para cobrir o cálice.
VÉU DO CIBÓRIO: Capinha de seda branca que cobre a âmbula. É sinal de respeito para com a Eucaristia.
VÉU DE OMBROS: Usado pelo sacerdote ou diácono na bênção do Santíssimo e nas procissões para levar o ostensório. Também é conhecido como VÉU UMERAL.


Alguns destes objetos talvez você nunca tenha visto. Outros realmente já caíram em desuso. O importante é perceber o zelo litúrgico que está por trás da confecção destes objetos. Hoje estão aparecendo novos objetos litúrgicos: microfone, violão, toca-discos, etc. É importante que estes instrumentos sejam dignos do culto. PARA DEUS, SEMPRE O MELHOR!

ESPIRITUALIDADE

I.      O que é espiritualidade

* Não é um conjunto de rezas e devoções
* É vida segundo o Espírito Santo
Para São Paulo, há duas maneiras de viver a vida: segundo o Espírito de Jesus e, segundo a carne.
Partindo dessa concepção de São Paulo, podemos definir o que é uma pessoa espiritual ou não.
* Pessoa espiritual: é aquela que vive segundo o Espírito Santo (vive na graça de Deus, no seguimento de Jesus).
* Pessoa carnal: é aquela que vive segundo a carne (seguindo os desejos carnais).
* Vida segundo o Espírito de Jesus é vida guiada e iluminada pelos seus sentimentos e opções.
* Vida segundo a carne é vida conduzida segundo o espírito do anti-reino, segundo os sentimentos humanos.
Espiritualidade, portanto, é um estilo de vida; é uma maneira de vivê-la.
* Espiritualidade cristã é viver o dia-a-dia conforme o evangelho de Jesus.
* É ter os mesmos sentimentos e posturas de Jesus. “Tende em vós os mesmos sentimentos de Jesus Cristo”(Fl 2,5).


    II.      Espiritualidade cristã
* O fator essencial da espiritualidade cristã é que ela é trinitária.
A espiritualidade cristã é uma relação pessoal com Deus Pai, com Jesus Cristo e com Espírito Santo.
* Deus deve ocupar o centro de nossa vida, porque Ele nos amou primeiro e por amor nos criou, nos redimiu e libertou de todo mal.
Toda espiritualidade parte desse fato fundamental: Deus nos amou primeiro, nos criou e enviou seu Filho para nos salvar – nosso amor é apenas resposta ao amor de Deus.
Portanto, podemos dizer que a nossa espiritualidade é o nosso reconhecimento e a nossa resposta a tudo o que Deus é para nós: Amor, Criador e Salvador (1 Jo 4,7-10).


 III.      Ponto de partida da espiritualidade
* O ponto de partida da espiritualidade é: o desejo de buscar a Deus, de nos deixarmos encontrar por Ele, porque o ponto de partida de toda a vida cristã é o encontro com Jesus Cristo.
Aqui, entra o lugar da fé na espiritualidade: a fé é o fio condutor que nos permite buscar a Deus e responder a Ele.


 IV.      A experiência da fé na espiritualidade
* Como eu experimento a fé, na minha vida espiritual?
* A fé é o único caminho para uma espiritualidade cristã.
Uma crise de fé acarreta consequentemente uma crise de espiritualidade.


    V.      Realidades que colocam nossa fé à prova
1-As agitações da vida (Mt 8,23-27) = as realidades da vida às vezes nos ajudam a ser homens de pouca fé.
2-O mistério da morte (Lc 16,27-28) = diante do mistério da morte, muitas vezes, gostaríamos de expressar o mesmo pedido daquele rico: “Pai, eu te suplico, envia-nos um morto para dizer se existe vida eterna”.
3-O silêncio de Deus (Mc 15,34) = “Eloí, Eloí, lamá sabactni? Que quer dizer: meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?”
Esse silêncio aparente constitui o fundamento da nossa fé. Deus sempre agiu na história, dando espaço ao risco à opção da fé.
* A fé é uma graça, um dom de Deus, frágil e sempre sujeita à possibilidade de se perder.
Ter fé é ver Deus como uma realidade pessoal e não como uma idéia para nós.
Para saber se temos fé, temos de ver se na vida concreta de cada dia, nós agimos, planejamos, decidimos e reagimos como se Deus estivesse realmente presente em nossa vida.

 VI.      O acolhimento da fé, condição indispensável no cultivo da espiritualidade
* Mateus 9,16-17: “Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha … também não se põe vinho novo em barris velhos … ”.
* Mateus 13, 3-9: parábola do semeador (|| Mc 4,1-9)
Para que a fé cresça em nós, é necessário um coração bom, fértil. Uma vida nova, um coração renovado é indispensável para a espiritualidade.

VII.      As fontes da espiritualidade
1-A Palavra de Deus
2-A vivência sacramental
3-A vida dos santos
4-A oração pessoal e comunitária
5-Os irmãos

Ä Das fontes da espiritualidade, vêm as práticas de espiritualidade. Ex.: Lectio divina, a prática da caridade, leitura da vida dos santos etc.


 MEDITAR TEXTO ABAIXO:

TRANSFIGURAÇÃO: Mc 9,2-9; Mt 17,1-9; Lc 9,28-36.

POSTADO POR SEVERINO DA SILVA SOUZA.









AMOR

A SEXUALIDADE HUMANA É ALGO DIGNO DE SER ABENÇOADO PELO CRIADOR.


O SENTIMENTO

Olhando para nossa sociedade, como se é compreendido o amor? Talvez ele seja muitas vezes confundido com a paixão. Há pessoas que dizem que são capazes de qualquer coisa pelo grande amor, são realmente movidos por ele ou por um sentimento egoísta? Como podemos definir o amor do egoísmo?
Nós muitas vezes somos movidos por sentimentos e impulsos, esses instintos são formas de nosso corpo reagir diante de alguns fatos, acontecimentos, situações... Eles nos alertam para determinadas situações, todavia é a inteligência e a razão que nos ajuda a tomar a decisão. “O sentimento em si, não é errado nem certo. As atitudes que tomamos em resposta a eles é que podem ser bons ou ruins para nós”. Eles podem ser enganados (ex.: a propaganda).

A DECISÃO DE AMAR
               “Amar é uma decisão consciente e livre”. Confundimos o amor com gostar, se misturamos a compreensão entre os dois não vamos entender a mensagem de Jesus: Amar a Deus sobre todas as coisas, ao próximo como a nós mesmos e como Ele nos amou. “Amar, no sentido cristão é, significa ‘querer o bem’”. Por isso numa escolha pessoal e livre de amar, os noivos decidem contrair o matrimônio. “Infelizmente, às vezes os noivos tomam essa decisão movidos apenas pelo “gostar”, na procura do prazer”.

OS COMPONENTES DO AMOR CONJUGAL
            Deus nos criou por amor e para amar. Podemos distinguir o amor de três formas: eros (= prazer), filo (= amizade) e ágape (= caridade cristã).
- ‘Eros’ está mais ligado a paixão, ao aspecto físico e corporal e da atração prazerosa que o outro proporciona.
- ‘Filos’ é a amizade. Envolve o companheirismo e a parceria; é a alegria de poder está com o outro. Apesar da beleza neste amor o ‘eu’ ainda ocupa um lugar central.
- ‘Ágape’ é o amor-caridade, cristão, pronto para doar-se plenamente ao outro, até a própria vida.
            O amor conjugal envolve essas três intensidades de amar. É perigoso direcionar a vida a dois unicamente para uma dessas vias. Quais os perigos?
            Deus não só criou homem e mulher para está ‘um ao lado do outro’, mas sim também ‘um para o outro’.
Não é bom que o homem esteja só. Dar-lhe-ei uma companheira que lhe seja semelhante”. (Gn 2, 18)

O CONHECIMENTO DE SI E DO OUTRO

1- Conhecer-se bem: Será que vocês se conhecem bem? Será que você conhece realmente a pessoa com quem você quer se unir pelo resto de sua vida? (cada um pode se apresentar contando um pouco de quem e de como é)
2- Aceitar-se: “Nem sempre é fácil nos amarmos, nos aceitarmos. Será que nós nos amamos?” “Amar a Deus Sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos” (Mt 22, 34-40). (cada um pode dizer algo que não gostava, ou que não gosta, que tem dificuldade de aceitar em si).
3- Aceitar o outro: (o que eu tenho que pode dificultar a vida com o outro)
4- Deus deu talentos a todos: Nós não temos somente defeitos, todos temos algo de bom. (reconhecer virtudes que podem ajudar no relacionamento).
5- Cultivar as virtudes e trabalhar os defeitos: reconhecer defeitos é importante para vida conjugal.
6- O exagero de uma característica positiva: tendemos em manter uma imagem que nos disseram que somos, e que muitas vezes nos pesam.
7- Característica do casal: o modo diferente de cada um deve complementar a vida do outro, as características diferentes em harmonia gera vida para o casal.
8- Conhecer-se: tarefa permanente: Nunca terminamos de nos conhecer e conhecer o outro. A cada dia descobre-se uma coisa nova. É assim que vamos amadurecendo como seres humanos.
9- Diálogo como solução: essa é a melhor forma de trabalhar os conflitos do dia-a-dia. Isso pode acontecer por meio de gestos ou até, muitas vezes, pelo silêncio oportuno.


DIÁLOGO


INÍCIO DA COMUNICAÇÃO
O que mais me atraiu no outro? Normalmente o aspecto físico é o que mais chama a atenção, só depois outras características são incluídas.

APROFUNDAR A COMUNICAÇÃO
Superamos a primeira comunicação?
            Antes de casar precisa aprofundar o relacionamento pessoal. Mostrar-se ao outro quem somos, a que gostamos... Para se crescer no amor é preciso dizer quem é. “Só se ama o que se conhece”.
            Algo importantíssimo é revelar os nossos sentimentos em relação ao outro. Não só com palavras, mas gestos e ações.

REVELAR NOSSAS NECESSIDADES
            Devemos expressar nossas necessidades e não esperar que o outro adivinhe. Agora ter necessidade deve ser bem entendido para que não se torne chantagem emocional. Ex.: ter necessidade de comer, não significa exigir um prato especial. Ter necessidade de atenção significa exclusividade, impedindo o outro de está com amigos(as).

REVELAR OS SENTIMENTOS
            Os sentimentos dependem em muitos casos de fatos, mas também tem outros fatores: psicológico, hormonais.

O DOM DE SI
             O amor conjugal é feito de pequenos gestos capazes de aprofundar o relacionamento entres as pessoas. A doação mutua é realizada no dia-a-dia. “Somente o amor conjugal une os corações, transforma as pessoas e estabelece vínculos duradouros, capazes de levar à santificação”.

A DIFERENÇA ENTRE OUVIR E ESCUTAR
            “Ouvir é algo natural e automático”, quando ouvimos, procuramos descobrir o significado para nós.
            Escutar é diferente, exige de nós um esforço. Mais do que entender o significado para si, pensa no significado par ao outro, tenta sentir como o outro sente.
             A escuta envolve outros sentidos os olhos, as mãos e o coração.       

ORAÇÃO DO CASAL
Quem está no centro do relacionamento do casal?
            Se for “eu”, é egoísta e tudo gira em torno de mim, e para satisfazer as minhas vontades.
            Se for o outro, seria a deformação da realidade, pois uma pessoa não pode ser o principal da relação conjugal.
            O centro deve ser Deus, dessa forma a relação tem um eixo seguro. Por isso o casal deve ter um coração aberto à vontade de Deus, e isso a oração conjunta deve estar sempre na vida do casal.

O DIA SEXUALIDADE HUMANA

O QUE É SEXUALIDADE?
A sexualidade de um indivíduo define-se como sendo as suas preferências, predisposições ou experiências sexuais, na experimentação e descoberta da sua identidade e actividade sexual, num determinado período da sua existência.

A HARMONIA DAS RELAÇÕES SEXUAIS
            Existe diferença entre a psicologia masculina e a feminina.
Homem: predomina o lado físico;
Mulher: importa também o lado psicológico, mais pessoal.
            A sexualidade é um dos componentes essenciais da personalidade humana, um modo de ser conjugal, de se expressar no amor humano.
“Somente o amor torna o exercício da sexualidade entre o homem e a mulher verdadeiramente humana”.

FECUNDIDADE E ESTERILIDADE
            O casal deve antes de gerar filhos se gerar enquanto casal.  Ele não é fecundo porque gera filhos, e sim, na medida em que se ama, se apresenta aptos e abertos para acolher a vida.
            Um casal fecundo vê nos filhos um dom de Deus e manifestação viva do seu amor.


PLANEJAMENTO FAMILIAR

Planejamento familiar responsável é uma atitude livre e consciente do casal para formarem uma família, de acordo com sua capacidade física, psicológica, econômica, social e espiritual; para aceitarem com amor os filhos por eles gerados”. Planejamento familiar é diferente de controle de natividade.

A IGREJA ORIENTA O USO DOS MÉTODOS NATURAIS
            Esse encontro é para quem realmente se ama, decidiu receber o sacramento do matrimônio e querem fazer do seu matrimônio uma escola de fé, amor e santificação.
            A igreja orienta o uso dos métodos naturais porque “reconhece como vontade de Deus e felicidade para pessoa humana”.
            Para igreja a “sexualidade, ou o ato sexual destina-se a dois significados na vida matrimonial: o unitivo e o procriativo. Ao mesmo tempo em que une os esposos, pode torná-los aptos a transmitirem a vida. Um casal que rejeita a vida, buscando ações que tornem impossível a procriação, coloca-se como um “árbitro” do projeto de Deus Criador”.     

POSTADO POR SEVERINO DA SILVA SOUZA.

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