A ESPIRITUALIDADE NA LITURGIA


A ESPIRITUALIDADE, contém elementos estruturais que nos dão um arcabouço tradicional, comum a todo cristão: a vida de Jesus Cristo; o Reino de Deus; o Espírito Santo; o Evangelho (a Palavra de Deus); a Igreja (vida comunitária – a história) e a oração (liturgia).  

Qual a importância da Espiritualidade na Liturgia?

Liturgia sem espiritualidade não é liturgia, mas prática mecanizada ou mera dramatização. Devemos entender que Espiritualidade não é alienação ou fechamento em nós mesmos, mas abertura para o outro, comunicação. Dai entendermos primeiro que precisamos "espiritualizar" nossas práticas litúrgicas, desde a preparação da celebração, o seu decorrer até sua mensagem final. Como começar? Sabendo que Espiritualidade é Comunicação com o outro: afeto, carinho, aceitação, sensibilidade, acolhimento e multa "compaixão" (Mt 9,36-38).
Fazer da Liturgia um momento de vida nova e ressurreição na comunidade. A comunicação deve ser necessária e equilibrada, levando a assembléia a realizar uma salutar comunicação com Deus e entre si, animando sua fé, refletindo a Palavra e assumindo o compromisso transformador do qual nasce a ação Litúrgica. Para aperfeiçoar a comunicação na liturgia, devem saber atuar as equipes celebrativas ou equipes de liturgia, responsáveis pelo bom andamento da ação Litúrgica comunitária. Para isso os agentes de pastorais precisam conhecer-se melhor. Ninguém é superior, o que existe são coordenadores(as).
Todos são pessoas humanas, cada um tem um jeito e uma interioridade herdada. O respeito ao outro é importantíssimo. Cada um assume uma função e partilha com a comunidade. Primeiro precisamos nos acertar para melhor servir a Comunidade. No entanto, temos que rezar a nossa vida. Rezar a nossa vida significa pedir a Deus o discernimento para nos conhecer melhor. Isto é Espiritualidade! Quando nos conhecemos melhor, conseguimos nos desarmar, conseguimos nos desapegar de coisas mesquinhas, como "a chave da igreja", o "armário da sacristia", "a batina do padre" etc. Deus é muito mais que tudo isso, e quer de nos a sensibilidade humana.
Deus não tem preconceito e no seu coração, que é a Comunidade, somos todos iguais. Em segundo lugar, a Liturgia é o espaço em que toda a Comunidade eclesial participa. O agente litúrgico é aquele que tem percepção e procura espiritualizar suas ações durante a Liturgia sem querer dramatizar ou fazer da Liturgia o seu espaço pessoal. Todos são convidados a estarem interagindo durante a celebração Litúrgica. Por isso a integração das diversas pastorais e movimentos é fundamental.
Em terceiro lugar, a Liturgia jamais poderá ser desmembrada de sua essência que é a VIDA. Vida significa tudo aquilo que envolve a pessoa humana e a coloca em comunicação com a realidade que se vive. Isto é encarnar a Espiritualidade na vida verdadeira. Isto é rezar e celebrar! Quem celebra realiza uma celebração a partir da preparação, animação e integração dos serviços: acolhimento fraterno, presidência, animação do canto, proclamação das leituras e outros. Para o bom desempenho, requer-se para a Pastoral responsável pela celebração formação Litúrgica e espiritual. "Convém que dela participem crianças, jovens, homens e mulheres adultos.

Desafios da oração. Como rezar?

Vamos acentuar mais a questão da oração pessoal, pois nós, cristãos do Ocidente, agentes litúrgicos, temos dificuldade de mergulhar mais profundamente, por falta de condições, de aprofundar nossa espiritualidade nessa linha da oração pessoal. A oração é como a alimentação, ou seja, a gente pode viver um ou dois dias sem comer, e até sem beber água. Mas chega uma hora em que o corpo não se sustenta, começa a sentir-se mais fraco. Isso contece com a  Espiritualidade quando a gente não reza. A diferença é que o corpo continua funcionando, mas a vida espiritual entra em retrocesso, deixa de aprofundar-se quando não paramos para rezar.

Por que não nos detemos para rezar?

Sejam dez, quinze minutos ou meia hora, como Jesus fazia, porque vivemos  numa cultura dominada pela ideologia liberal burguesa ou neoliberal, segundo a qual tempo e eficácia estão intimamente associados."Tempo é dinheiro." Não rezamos para sentir coisas, mas para dilatar a fé e a capacidade de amar. A liturgia é liturgia quando a transformamos de dentro para fora a partir de nossa espiritualidade e sensibilidade para as pequenas coisas.
Na comunidade paroquial também devemos ser assim, respeitar o que os  outros fazem, acolhê-los afetuosamente. São João da Cruz tem uma frase genial: "Diante dos trabalhos, devemos ser como a cortiça na água.” A água jamais consegue submergir a cortiça, ela  está sempre flutuando. Em outras palavras: nunca devemos levar a sério os  trabalhos e problemas que temos. Nunca deixar que eles nos sacrifiquem o  tempo de oração. Quanto ao trabalho, a vida dá um jeito. O que ganhamos,  em 15 minutos de oração, é muito superior em termos de qualidade humana, inclusive de domínio da ansiedade nas atividades.
Não espere que a oração o leve ao primeiro grau de santidade. Não rezamos  para deixar de pecar ou para nos sentir melhores do que os outros. Rezamos  para nos sentir tão amados por Deus que fica difícil ser infiéis ao projeto dele. Neste ínterim, não é necessário chegar ao êxtase, entrar em transe, deslocar-se da realidade, buscar Deus apenas em "momentos", fazer gritarias ou silenciar profundamente para senti-lo. Deus é simples e se manifesta a cada instante. Nos é que não o percebemos, porque deixamos  extrapolar de nosso intimo a auto-suficiência, os esquemas decorativos (ritos). Ou, em vez de saborear as orações, nós as engolimos.
Vamos rezar a nossa vida cotidiana e a nossa oração poderá ser um sorriso de agradecimento, um olhar de amor, uma interrogação ou um gesto de consagração. Será sempre um acontecimento intimo e profundo a envolver todas as faculdades da alma, a sua liberdade, a expressão concreta de seu ser. Além do mais envolvendo uma outra presença: a de Deus. Por isso todo ato de oração vem a ser uma correspondência vital e profunda entre cada um de nós e Deus. Se não trabalharmos a oração no mais intimo de nós, correremos o risco de sermos pessoas insensíveis, mesquinhas e complicadas em nossa atuação com a comunidade.
É preciso resgatar uma espiritualidade viva e eficaz com capacidade de irradiar para o mundo a esperança do Reino de Deus  acontecendo na história do povo. Penso que acharemos difícil e utópico tudo o que conversamos até agora. Mas não é tão difícil rezar e vivenciar nossa espiritualidade. Precisamos ser bons, valorizando os pequenos atos de cada dia e ligando a Palavra de Deus a nossas atividades pastorais. Sejamos felizes com a nossa Espiritualidade enraizada em nós e na Comunidade da qual somos responsáveis de torná-la melhor a cada dia.

 Texto escrito pelo Ir. Geraldo Tadeu Furtado, RCJ


FIQUEM NA PAZ DE DEUS!
SEMINARISTA SEVERINO DA SILVA.

FRASES DO BEATO JOÃO PAULO II


BEATO JOÃO PAULO II - CONFIANÇA EM DEUS

"Sabei também vós, queridos amigos, que esta missão não é fácil. E que pode tornar-se até mesmo impossível, se contardes apenas com vós mesmos. Mas «o que é impossível para os homens, é possível para Deus» (Lc 18,27; 1,37)."

"Os verdadeiros discípulos de Cristo têm consciência de sua própria fragilidade. Por isto colocam toda sua confiança na graça de Deus que acolhem com coração indiviso, convencidos de que sem Ele não podem fazer nada (cfr Jo 15,5). O que os caracteriza e distingue do resto dos homens não são os talentos ou as disposições naturais. É sua firme determinação em caminhar sobre as pegadas de Jesus"

Santo não aquele que não erra, mas aquele que ao errar ergue suas mãos aos céus para alcançar de Deus a sua misericórdia. (BEATO JOÃO PAULO II).

BEATO JOÃO PAULO II – ÀS FAMÍLIAS

Que toda família do mundo possa repetir com verdade o que afirma o salmista: "Vede como é doce, como é agradável conviver os irmãos reunidos" (Sl 133, 1).

A família é "base da sociedade e o lugar onde as pessoas aprendem pela primeira vez os valores que os guiarão durante toda a vida"

A família está chamada a ser templo, ou seja, casa de oração: uma oração simples, cheia de esforço e de ternura. Uma oração que se faz vida, para que toda a vida se transforme em oração.

Em uma família que reza não faltará nunca a consciência da própria vocação fundamental: a de ser um grande caminho de comunhão.

O homem é essencialmente um ser social; com maior razão, pode-se dizer que é um ser "familiar".

"O matrimônio e a família cristã edificam a Igreja. Os filhos são frutos preciosos do matrimônio."

A família é "base da sociedade e o lugar onde as pessoas aprendem pela primeira vez os valores que os guiarão durante toda a vida".

Que toda família do mundo possa repetir o que afirma o salmista: "Vede como é doce, como é agradável conviver os irmãos reunidos" (Sl 133, 1).

Os pais têm direitos e responsabilidades específicas na educação e na formação de seus filhos nos valores morais, especialmente na difícil idade da adolescência. (Familiaris Consortio - Exortação Apostólica - 1981)

"A pessoa humana tem uma necessidade que é ainda mais profunda, uma fome que é maior que aquela que o pão pode saciar - é a fome que possui o coração humano da imensidade de Deus".

"A caridade procede de Deus, e tudo o que ele ama nasce de Deus e conhece a Deus... porque Deus é amor (1 Jo 4,7-9). Somente o que é construído sobre Deus, sobre o amor, é durável".

BEATO JOÃO PAULO II - AOS JOVENS

"Jovens a Igreja os vê com confiança e espera que sejam o povo das bem-aventuranças!" (Mensagem do Papa Joao Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude. 25 de julho de 2002.)

"Jovens não temam responder generosamente ao chamado do Senhor. Deixem que sua fé brilhe no mundo, que suas ações mostrem seu compromisso com a mensagem salvadora do Evangelho!" (Saudação final do Papa João Paulo II aos participantes da JMJ 2002 Downsview Lands, Toronto, 28 de julho de 2002)

"Jovens vivais comprometidos, na oração, na atenta escuta e no compartilhar gozoso estas ocasiões de "formação permanente", manifestando vossa fé ardente e devota! Como os Reis Magos, sejam também peregrinos animados pelo desejo de encontrar ao Messias e de adorá-lo! Anunciai com coragem que Cristo, morto e ressuscitado, é vencedor do mal e da morte!"

"Também vós, queridos jovens, vos enfrenteis ao sofrimento: a solidão, os fracassos e as desilusões em vossa vida pessoal; as dificuldades para adaptar-se ao mundo dos adultos e à vida profissional; as separações e os lutos em vossas famílias; a violência das guerras e a morte dos inocentes. Porém sabeis que nos momentos difíceis, que não faltam na vida de cada um, não estais sós: como a João ao pé da Cruz, Jesus vos entrega também a Mãe dele, para que vos conforte com ternura." (Mensagem do Papa Joao Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude. 25 de julho de 2002.)

"Queridos jovens, só Jesus conhece vosso coração, vossos desejos mais profundos. Só Ele, quem os amou até a morte, (cf Jn 13,1), é capaz de saciar vossas aspirações. Suas palavras de vida eterna, palavras que dão sentido à vida. Ninguém fora de Cristo poderá dar-vos a verdadeira felicidade."(Mensagem do Papa Joao Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude. 25 de julho de 2002.)

"Jovens agora mais que nunca é urgente que sejais os "centinelas da manhã", os vigías que anunciam a luz da alvorada e a nova primavera do Evangelho, da que já são vistas os brotos. A humanidade necessita imperiosamente o testemunho de jovens livres e valentes, que se atrevam a caminhar contra a corrente e a proclamar com força e entusiasmo a própria Fe em Deus, Senhor e Salvador."
(Mensagem do Papa Joao Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude. 25 de julho de 2002.)

BEATO JOÃO PAULO II – ACERCA DA FÉ E RAZÃO

"A fé e a razão (Fides et ratio) são como as duas asas com as quais o espírito humano se eleva à contemplação da verdade. Deus colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, definitivamente, de conhecê-lo para que, conhecendo-o e amando-o, possa alcançar também a plena verdade sobre si mesmo (cf. Ex 33, 18; Sl 27 [26], 8-9; 63 [62], 2-3; Jo 14, 8; 1 Jo 3, 2).

BEATO JOÃO PAULO II – SOBRE A PAZ

“Que ninguém se iluda de que a simples ausência de guerra, mesmo sendo tão desejada, seja sinônimo de uma paz verdadeira. Não há verdadeira paz sem vir acompanhada de igualdade , verdade, justiça, e solidariedade"
“A verdadeira reconciliação entre homens em conflito e em inimizade só é possível, se se deixam reconciliar ao mesmo tempo com Deus"

BEATO JOÃO PAULO II – AOS AUTÊNTICOS SEGUIDORES

"São José é a prova de que para ser bons e autênticos seguidores de Cristo não são necessárias "grandes coisas", mas apenas as virtudes comuns, humanas, simples, mas verdadeiras e autênticas."

"O verdadeiro conhecimento e autêntica liberdade encontram-se em Jesus. Deixai que Jesus sempre faça parte de vossa fome de verdade e justiça, e de vosso compromisso pelo bem-estar de vossos semelhantes".

"A Revelação ensina que não pertence ao homem o poder de decidir o bem e o mal, mas somente a Deus. O homem é certamente livre, uma vez que pode compreender e acolher os mandamentos de Deus. E goza de uma liberdade bastante ampla, já que pode comer «de todas as árvores do jardim». Mas esta liberdade não é ilimitada: deve deter-se diante da «árvore da ciência do bem e do mal», chamada que é a aceitar a lei moral que Deus dá ao homem. Na verdade, a liberdade do homem encontra a sua verdadeira e plena realização, precisamente nesta aceitação. Deus, que «só é bom», conhece perfeitamente o que é bom para o homem, e, devido ao seu mesmo amor, propõe-lo nos mandamentos."

"Portanto, a lei de Deus não diminui e muito menos elimina a liberdade do homem, pelo contrário, garante-a e promove-a. Bem distintas se apresentam, porém, algumas tendências culturais hodiernas, que estão na origem de muitas orientações éticas que colocam no centro do seu pensamento um suposto conflito entre a liberdade e a lei. Tais são as doutrinas que atribuem a simples indivíduos ou a grupos sociais a faculdade de decidir o bem e o mal: a liberdade humana poderia «criar os valores», e gozaria de uma primazia sobre a verdade, até ao ponto de a própria verdade ser considerada uma criação da liberdade. Esta, portanto, reivindicaria tal autonomia moral, que, praticamente, significaria a sua soberania absoluta."

"A liberdade, em todos seus aspectos, deve se basear na verdade. Quero repetir aqui as palavras de Jesus: "E a verdade vos libertará" (Jo 8,32).

"Só a liberdade que se submete à Verdade conduz a pessoa humana a seu verdadeiro bem. O bem da pessoa consiste em estar na Verdade e em realizar a Verdade". (Veritatis Splendor)

"O respeito à vida é fundamento de qualquer outro direito, inclusive o da liberdade."

"A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta desde o momento da concepção. A partir do primeiro momento de sua existência, o ser humano deve ver reconhecidos seus direitos de pessoa, entre os quais está o direito inviolável de todo ser inocente à vida".

“Qualquer ameaça contra o homem, contra a família e a nação me atinge. Ameaças que têm sempre sua origem em nossa fraqueza humana, na forma superficial de considerar a vida."

Todo ser humano, desde sua concepção, tem direito de nascer, quer dizer, a viver sua própria vida. Não só o bem-estar, mas também, de certo modo, a própria existência da sociedade, depende da salvaguarda deste direito primordial. Se a criança por nascer tem negado este direito (à vida), será cada vez mais difícil reconhecer sem discriminações o mesmo direito a todos os seres humanos.

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SEMINARISTA SEVERINO DA SILVA.

JOVENS É PRECISO CORAGEM

PALESTRA PARA O EJC 

Eu te escolhi, e não te rejeitei; 
Nada temas, porque estou contigo. 
(ISAÍAS 41, 9b-10)

 

             A escolha é fundamental para que se dê início a uma missão específica dentro do âmbito religioso cristão. Nesta escolha, está fundamental a presença do próprio Deus como Aquele que vai ao encontro do próprio homem. “Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constitui para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça” (Jo 15, 16). A fé é a resposta do homem a Deus que se revela e a ele se doa, trazendo ao mesmo tempo uma luz superabundante ao homem em busca do sentido último para sua vida (CIC parágrafo 26).
            Ser cristão hoje significa ser (chamado para uma missão) escolhido a comunicar o amor de DEUS aos irmãos e irmãs que fazem parte de um "mundo" tão desorientado, como o atual. Em um mundo que perdeu praticamente as suas referências. Contudo, ainda hoje o cristão é, como alguém que quer viver a PALAVRA DE DEUS dentro da comunidade, inserido no seu contexto se fazendo um com os outros irmãos. Mas, não apenas para seu próprio proveito e sim para mostrar aos seus contemporâneos que existe uma possibilidade de achar um sentido para a vida. De modo especial, vemos em vocês jovens, uma ESPERANÇA onde muitos buscam também um sentido último para sua vida.
          Vemos em vocês verdadeiros eleitos de DEUS para fazerem a diferença (SER DIFERENTE AMAR SEM MEDIDAS A DEUS). No que se reflete a mudanças, nós que fazemos parte desta sociedade, que às vezes prega tanto o consumismo, o egoísmo e o prazer geral, onde muitos dos nossos irmãos se esqueceram ou não vivem mais as suas convicções e os princípios morais do EVANGELHO. “sede santos como eu sou santo, sede perfeitos como o Pai celeste é perfeito” (cf. 1 Pd 1, 16). Mas, felizmente ainda graças ao nosso bom DEUS muitos jovens descobrem que mesmo possuindo muitos bens materiais, (Mt. 19, 16-22) só com isto não encontrarão um sentido pleno para viver. Porque, penso eu que: o que dar sentido a nossa vida, ou seja, a nossa existência é O NOSSO SENHOR JESUS CRISTO através da PALAVRA DE DEUS; pois ela revela para nós a PALAVRA DO PAI encarnada.
            Mediante isto, “bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto céu nos abençoou com toda a benção espiritual em Cristo, e nos escolheu n’Ele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos”. Ora, num jardim nós encontramos muitas flores, mas escolhemos apenas algumas; não porque sejam mais belas ou mais perfeitas: mas, nós fazemos uma opção de escolha. Assim também AGE DEUS quando escolhe os seus SERVOS “tu és meu servo, eu te escolhi, e não te rejeitei” (Is. 41, 9b). Temos como exemplo e de modo muito interessante a escolha do jovem DAVI, o escolhido no meio de seus irmãos mesmo tendo alguns mais belos e outros mais fortes que ele (1 Sm 16, 6-13). Os escolhidos de Deus se tornam meio que kadoshi que quer dizer santo (pessoas separadas). Verdadeiros ELEITOS que ao serem escolhidos pertencem àquele que os escolheu. “Ele nos escolheu para sermos SANTOS E IRREPREENSÍVEIS sob seu olhar, no amor” (cf. Ef 1, 4).
            Através dos tempos DEUS tem feitos muitas escolhas CHAMOU A MUITOS, vemos a pessoa de MOISÉS (Ex. 3, 1-15). Temos a vocação de JOÃO BATISTA considerado por alguns o último dos profetas (Mc 1, 4-7; Jo 1, 19-28; Mt 14, 8-12). A Virgem Maria (Lc 1, 26-56). Temos a figura de PAULO DE TARSO (Atos 9, 1-24). Fazer a vontade de DEUS também tem seus riscos às vezes Paulo teve que fazer opções na sua vida, mas nunca o Senhor o deixou sozinho (Atos, 18, 1-11). Não há chamado sem cruz. Não há amor sem renúncias. O CAMINHO que nos leva a Deus é caminho de renúncias e de escolhas. A renúncia acontece porque visamos algo a mais. Não é renúncia por renúncia, mas é optar por algo a mais. É optar por aquilo que Deus escolheu para nós como vocação sermos totalmente santos sem reservas.  
            É claro que existem inúmeras possibilidades de um jovem se tornar um cristão autêntico assim como Paulo, Davi, Maria Madalena, a Virgem Maria. É preciso primeiro ter convicção em ser realmente um CRISTÃO; (ser uma pessoa apaixonada por Jesus Cristo, sem reservas), não ser simplesmente porque se decidiu, a partir de um momento levado pela emoção. Todos nós somos selados com CRISTO quando recebemos o BATISMO, fé que muitas das vezes não se é assumida. O jovem de hoje pode sim, ser um CRISTÃO autêntico dentro de seu contexto atual onde ele vive e pode e deve assumir um compromisso com Cristo dizendo para si mesmo: “SOU CRISTÃO E NÃO ABRO MÃO DISTO”.

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SEMINARISTA SEVERINO DA SILVA.

JOÃO DE DEUS APAIXONADO POR CRISTO

Escrito na data de sexta, 29 de Abril de 2011/ 14:52  
Texto de Dom Filippo Santoro Bispo de Petrópolis - RJ

 



Neste domingo, 1º de maio, festa da Divina Misericórdia, o Papa João Paulo II será Beatificado, em missa e ato presididos pelo seu predecessor, Bento XVI. Como aconteceu em sua morte, vemos milhares de pessoas indo para Roma, para Praça São Pedro, com único objetivo, participar da missa, aguardando o momento, quando João Paulo II será declarado beato.
A ida de pessoas de todas as partes do mundo à Praça São Pedro e o interesse das pessoas em acompanhar pela TV, rádio, internet e outros meios, a beatificação de João Paulo II, revela-se nestes dias o aspecto mais tocante no encontro com este papa, seja diante de imensas multidões como no relacionamento pessoal: a sua profunda humanidade.
Ele tinha uma particular intensidade afetiva que conquistava; mas isso não explica tudo. No seu olhar intenso e no seu abraço comovido revelava-se um outro amor, uma outra presença. O papa com a sua humanidade era sinal vivo do amor sem medida de Cristo. Por isso, as pessoas, particularmente os jovens, sentiam um fascínio único e especial: encontravam alguém ferido e apaixonado por Cristo e, por isso, sensível, solidário, amante da vida.
Como são pálidas as tentativas de classificar este papa em esquemas ideológicos de conservadorismo e progressismo ou de projeto restaurador; a única sua preocupação foi indicar a presença de Cristo vivo agora na história, fonte de esperança para a Igreja e para o mundo inteiro, em particular, para os aflitos e para os pobres. O seu olhar não estava voltado na defesa de uma instituição eclesiástica contra os ataques da modernidade e da tecnologia, mas sim a fixar a presença de Cristo, experimentado como vencedor do mal e início de um mundo novo. A defesa da ortodoxia era a defesa de uma experiência preciosa de vida; era o anúncio de Cristo como caminho de plenitude humana contra toda forma de vazio e de desespero. O sofrimento dos últimos anos e dos últimos dias do papa foi o ponto alto da entrega da sua humanidade no seguimento de Jesus.
Desde o primeiro dia de seu pontificado, convidava todos, e não apenas os católicos, a abrir, aliás, a escancarar as portas a Cristo e, com um acento e um vigor totalmente novo, convidava os vastos campos da cultura, da política e da economia, a percorrer a aventura do encontro com o Mistério feito homem. “Cristo, centro do cosmos e da história”, dirá na primeira encíclica “Redemptor Hominis”, segundo a melhor teologia do apóstolo Paulo.
Para levar a todos este anúncio, o Papa se fez missionário em todas as partes do mundo e, particularmente, nas situações mais críticas e delicadas, com uma intrepidez surpreendente. Não teve medo de ninguém, nem das críticas de quantos o acusavam de ir contra a mentalidade dominante no mundo, ou de sair fora dos esquemas da burocracia eclesiástica. Quanto mais firme e sem fáceis descontos mostrava-se a sua mensagem, mais era procurado, particularmente pelos jovens. Mostrou firmeza, coragem e paixão missionária, exatamente quando a Igreja católica começava a viver o complexo de inferioridade diante do mundo e o anúncio de Cristo parecia reduzir-se a um genérico humanismo secular, súdito das ideologias dominantes do momento. Filosofo e agudo expoente da fenomenologia, era atento conhecedor da cultura moderna e contemporânea. Vacinado contra a ideologia marxista e profundamente critico do capitalismo consumista, o Papa proclama incansavelmente o valor insuperável da pessoa humana e da sua dignidade na vida familiar, na convivência social e na ordem econômica e política.
Coloca-se também na vanguarda da luta contra os grandes sistemas totalitários do século XX: o nazismo e o comunismo marxista. E esta posição não é conduzida por meio de reflexões puramente acadêmicas, mas no envolvimento direto pela causa da liberdade dos povos e das consciências. Um papel decisivo é-lhe reconhecido na queda do regime soviético, mas também é intransigente a sua luta em prol da paz em todos os conflitos, particularmente na oposição à guerra no Iraque.
A liberdade para ele não podia ser separada da sua relação com a verdade que, com o seu esplendor, é ponto de referência último da vida da pessoa e da sociedade. Da ligação entre liberdade e verdade depende a firme luta pelos valores éticos no campo da defesa da vida e da sexualidade, contrariando muito pensamento dominante, marcado pela idolatria do mercado e pelo domínio de uma técnica separada de qualquer ponto de referência ético. E neste ponto proclama a unidade de ciência, técnica e ética, indispensável como garantia dos direitos humanos, particularmente dos mais pobres. E aqui se revela a sua insistência na missão social da igreja e na opção pelos pobres que é o transbordar da paixão por Cristo, que incide profundamente na mudança das situações injustas da história. Um papa que avança para as águas mais profundas da santidade e ao mesmo tempo da solidariedade e da justiça; que tem como horizonte não apenas a Igreja, mas o mundo e a vida dos povos.
Outro aspecto inconfundível do pontificado de JPII foi a busca da unidade entre os cristãos e o diálogo com judeus, muçulmanos e fiéis de outras religiões. Os dois encontros de Assis, com lideranças religiosas, constituem uma novidade total no caminho para superar divisões seculares antigas incompreensões. Com grande coragem e humildade pediu perdão em nome dos católicos de todos os tempos, movido unicamente pelo desejo da verdade. Memorável foi também, depois da visita à sinagoga de Roma, o encontro com os hebreus em Jerusalém e sua oração perto do Muro das Lamentações. Entrou em sinagogas e mesquitas, rezou com hebreus e muçulmanos, denunciou a falsidade da teoria do choque de civilizações e, em várias circunstâncias, insistiu sobre o fato que as três religiões abraâmicas são chamadas a ser uma defesa da fé e da civilização contra o domínio de uma visão ateia e puramente mercantilista do mundo.
Tive a oportunidade de acompanhar de perto João Paulo II na visita ao Rio em ’97 e o que mais me impressionou, além dos inesquecíveis momentos do Maracanã e do Aterro, foi a presença cada dia mais maciça do nosso povo mais simples que descia dos morros para cruzar só por um instante o seu olhar e pedir com toda confiança: “Sua bênção, João de Deus”!
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O PROJETO ECLESIOLÓGICO DO VATICANO II


O PROJETO ECLESIOLÓGICO DO VATICANO II

O CONCÍLIO VATICANO II FOI, ANTES DE TUDO,
UM CONCÍLIO DA IGREJA E SOBRE A IGREJA.


O Concílio Vaticano II (CVII), XXI Concílio Ecumênico da Igreja Católica, foi convocado no dia 25 de Dezembro de 1961, através da bula papal "Humanae salutis", pelo Papa João XXIII. Este mesmo Papa inaugurou-o, a ritmo extraordinário, no dia 11 de Outubro de 1962. O Concílio, realizado em 4 sessões, só terminou no dia 8 de Dezembro de 1965, já sob o papado de Paulo VI.
Pela primeira vez, na história da Igreja, estiveram representadas, em um concílio, todas as Igrejas locais, na variedade dos povos, das raças, das culturas, dos problemas e desafios.

O Concílio tratou da Igreja em todas as suas dimensões e aspectos.

Teve quatro objetivos:

v  Apresentar uma noção clara da Igreja, sua autocompreenção;
v Tratar da renovação da Igreja, chamada por João XXIII de aggiornamento (atualização e abertura);
v  Procurar a restauração da unidade dos cristãos, não como simples volta a um rebanho, mas como busca da plena catolicidade na universidade de liturgias, de tradições, de espiritualidades e carismas;
v  Tratar da presença da Igreja no mundo;

O Concílio, de fato, procurou estender uma ponte entre a Igreja e o mundo moderno. Além da Eclesiologia, o Vaticano II elaborou um novo projeto Eclesiológico para a Igreja, que estava se preparando para entrar no terceiro milênio de sua existência. Os dois pilares desse projeto são a Constituição Dogmática Lumen Gentium e  a Constituição Pastoral Gaudium et Spes. Na primeira, o Concílio trata da consciência da Igreja, da sua autocompreensão. Na segunda, trata da presença da Igreja no mundo. No desenvolvimento do seu projeto, o Concílio seguiu uma linha histórico-salvífica: a Igreja como criação do Pai através da obra redentora do Filho, no Espírito Santo. A Igreja, ao mesmo tempo, como fruto da salvação e como comunidade de graça e salvação. Para falar da Igreja, o Concílio assumiu a perspectiva da fé, ou seja, a Igreja em relação a Cristo. O olhar do Concílio se dirigiu da Igreja para Cristo e de Cristo para a Igreja.
Charles Journet, afirma que os evangelhos registram

Três olhares sobre Jesus:

q  Alguns lançaram sobre ele um olhar meramente humano. Não conseguiram ver em Jesus mais do que um simples um homem (Mc 6, 2-3) e (Mc 3, 22);
q  Alguns lançaram sobre Jesus um olhar humano mais profundo. Descobriram que era alguém cheio de sabedoria do Espírito e movido pelo Sopro divino. Acharam que era um grande profeta (Mc 6, 15-16);
q  Os que lançaram sobre Jesus o olhar da fé descobriram sua identidade íntima e puderam exclamar com Pedro: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo!” (Mt. 16, 16). Ou com S. Tomé: “Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20, 28).

Analisaremos aqui apenas

seis aspectos do Concílio Vaticano II
ü A eclesiologia de comunhão;
ü O processo de gestação da Igreja;
ü O ser relacional da Igreja;
ü Igreja sacramento universal de salvação;
ü Igreja – povo missionário;
ü Igreja a serviço não só de seus membros, mas de todos os seres humanos.

A ECLESIOLOGIA DE COMUNHÃO

q DEUS É UM MISTÉRIO DE COMUNHÃO EM TRÊS PESSOAS
q  A GREJA TEM SUA ORIGEM NA TRINDADE
q  A IGREJA NASCE DA MISSÃO DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO
q ALGUNS INSTRUMENTOS PRÁTICOS DE COMUNHÃO NA IGREJA:
q O MINISTÉRIO PETRINO
q A COLEGIALIDADE DOS BISPOS
q AS COFERÊNCIAS EPISCOPAIS
q OS CONSELHOS DE PRESBÍTEROS
q OS CONSELHOS DE PASTORAL

O PROCESSO DE GESTAÇÃO DA IGREJA

A Teologia sempre tratou da origem da Igreja. A Lumen Gentium mostra que a Igreja, embora tenha nascido do mysterium Christi na sua totalidade, esteve em processo de gestação em toda a história da salvação. A tese da Lumen Gentium é a seguinte: a Igreja foi prefigurada desde o início da criação. Foi preparada na história do povo de Israel. Foi fundada nos últimos tempos. Foi manifestada ao mundo no dia de Pentecostes.

O SER RELACIONAL DA IGREJA

O Vaticano II apresentou a imagem de uma Igreja não fechada sobre si mesma, mas em relação. Em primeiro lugar, em relação com Trindade, se mistério e paradigma para sua organização. Uma Igreja em relação com o mundo. Mundo entendido como totalidade da criação, da qual a humanidade é parte. Mundo também no sentido humano, ou seja, construído pelo ser humano: A família - O trabalho - A política - A ciência - A técnica - A cultura

IGREJA, SACRAMENTO UNIVERSAL DE SALVAÇÃO

A Igreja não é sacramento fonte. O sacramento fonte é o Verbo Encarnado. Ela é sacramento universal da salvação em Cristo. Enquanto está unida a ele como seu corpo. Cristo torna-se presente e age salvificamente através da Igreja, que anuncia sua Palavra e celebra os sinais sacramentais. Portanto, em Cristo, a Igreja é, ao mesmo tempo, instrumento e sinal de salvação.

IGREJA, POVO MISSIONÁRIO

A Teologia sempre ensinou que a missão teve origem no mandato de Cristo: “Ide, anunciai o evangelho a toda criatura” (cf. Mc 16, 15). O decreto vai além: coloca a origem da missão na própria Trindade. A missão da Igreja nasceu da missão do Filho e do Espírito, enviados pelo Pai ao mundo.
Historicamente, a missão começou no domingo de Páscoa
(cf. Mc. 16, 17).

IGREJA A SERVIÇO DE TODOS OS SERES HUMANOS

Por fim, Cristo revela, antes de tudo, a dignidade sagrada do ser humano. Este possui uma vocação divina. Encontra-se numa relação única com Deus. É seu filho não só no sentido de que Deus é criador de tudo o que existe.
O ser humano é filho no Filho de Deus que se encarnou. Com seu mistério pascal, Jesus demonstrou ainda que nossa condição definitiva não é a morte. É a ressurreição.

FIQUEM NA PAZ DE DEUS!
SEMINARISTA SEVERINO DA SILVA.

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