AVE MARIA CANTADA - LARA FABIAN



AVE MARIA CANTADA
LARA FABIAN

Ave Maria Gratia plena Maria Gratia plena Maria Gratia plena Ave, ave dominus Dominus tecum Benedicta tu in mulieribus Et benedictus Et benedictus fructus ventris Ventris tui Jesus.

Ave Maria, Ave Maria Mater dei Ora pro nobis pecatoribus Ora, ora pro nobis Ora ora pro nobis pecatoribus Nunc et in hora mortis In hora mortis, mortis nostrae In hora mortis nostrae Ave Maria

DEUS CARITAS EST - 2ª PARTE


DEUS CARITAS EST

II Parte

CARITAS A PRÁTICA DO AMOR PELA IGREJA ENQUANTO
“COMUNIDADE DE AMOR”


A caridade da Igreja como manifestação do amor trinitário

“Se vês a caridade, vês a Trindade” – escrevia santo Agostinho. Ao longo das reflexões anteriores, pudemos fixar o nosso olhar no Trespassado (cf. Jo 19, 37; Zc 12, 10), reconhecendo o desígnio do Pai, que, movido pelo amor (cf. Jo 3, 16), enviou o Filho unigênito ao mundo para redimir o ser humano. Quando morreu na cruz, Jesus – como indica o evangelista – “entregou o Espírito” (cf. Jo 19, 30), prelúdio daquele dom do Espírito Santo que ele havia de realizar depois da ressurreição (cf. Jo 20, 22).

De fato, o Espírito é aquela força interior que harmoniza seus corações com o coração de Cristo e leva-os a amar os irmãos como ele os amou, quando se inclinou para levar os pés dos discípulos (cf. Jo 13, 1-13) e, sobretudo, quando deu a sua vida por todos (cf. Jo 13, 1; 15, 13).

O Espírito é também força que transforma o coração da comunidade eclesial, para ser, no mundo, testemunha do amor do Pai, que quer fazer da humanidade uma única família, em seu Filho.

Portanto, é amor o serviço que a Igreja exerce para acorrer constantemente aos sofrimentos e ás necessidades, mesmo materiais, dos seres humanos. É sobre esse aspecto, sobre esse serviço da caridade, que desejo deter-me nesta segunda parte da Encíclica.


A caridade como dever da Igreja 

O amor do próximo, radicado no amor de Deus, é um dever, antes de mais nada, para cada um dos fiéis, mas é-o também para comunidade eclesial inteira, e isso em todos os seus níveis: desde a comunidade local, passando pela Igreja particular, até a Igreja Universal na sua globalidade. A Igreja também, enquanto comunidade, deve praticar o amor.

A consciência de tal dever teve relevância constitutiva na Igreja desde os seus inícios: “Todos os crentes viviam unidos e possuíam tudo em comum. Vendiam terras e outros bens e distribuíam o dinheiro por todos de acordo com as necessidades de cada um” (At 2, 44-45).

O elemento da “comunhão” (Koinonia), que aqui ao início não é especificado, aparece depois concretizado nos versículos anteriormente citados: consiste, precisamente, no fato de os crentes terem tudo em comum, pelo que, no seu meio, já não subsiste a diferença entre ricos e pobres (cf. também At 4, 32-37).

Chegados aqui, registremos dois lados essenciais tirados das reflexões feitas:

a)    A natureza íntima da Igreja exprime-se num tríplice dever: anúncio da Palavra de Deus (Kerigma-martyria), celebração dos sacramentos (leiturgia), serviço da caridade (diakonia). São deveres que se reclamam mutuamente, não podendo um ser separado dos outros.
b)    A Igreja é a família de Deus no mundo. Nessa família, não deve haver ninguém que sofra por falta do necessário. Ao mesmo tempo, porém, a caritas-agape estende-se para além das fronteiras da Igreja; a parábola do bom samaritano permanece como critério de medida, impondo a universalidade do amor que se inclina para o necessitado encontrado “por acaso” (cf. Lc 10, 31) seja ele quem for.

“Portanto, enquanto temos tempo, pratiquemos o bem para com todos, mas principalmente para com os irmãos na fé” (6, 10).


Justiça e caridade

Desde o Oitocentos, vemos levantar-se contra, a atividade caritativa da Igreja uma objeção, explanada depois com insistência, sobretudo pelo pensamento marxista. Os pobres – diz-se – não teriam necessidade de obras de caridade, mas de justiça.

Em vez de contribuir com as diversas obras de caridade para a manutenção das condições existentes, seria necessário criar uma ordem justa, na qual todos receberiam a sua respectiva parte de bens da terra e, por conseguinte, já não teriam necessidade das obras de caridade.

Do ponto de vista histórico, a questão da justa ordem da coletividade entrou numa nova situação com a formação da sociedade industrial no Oitocentos.

A aparição da indústria moderna dissolveu as antigas estruturas sociais e provocou, com a massa dos assalariados, uma mudança radical na composição da sociedade, no seio da qual a relação entre capital e trabalho se tornou a questão decisiva.

Forçoso é admitir que os representantes da Igreja só lentamente se foram dando conta de que se colocava em moldes novos o problema da justa estrutura da sociedade.

Em 1891, entrou em cena o magistério pontifício, com a encíclica Rerum novarum, de Leão XIII. Seguiu-se-lhe a encíclica de Pio XI Quadragesimo anno, em 1931. O beato papa João XXIII publicou, em 1961, a encíclica Mater ET Magistra, enquanto Paulo VI, na encíclica Populorum progressio (1971), analisou com afinco a problemática social, que entretanto se tinha agravado sobretudo na América Latina.

Desse modo, ao enfrentar situações e problemas sempre novos, foi-se desenvolvendo uma doutrina social católica, que em 2004 foi apresentada de modo orgânico no Compêndio da doutrina social da Igreja, redigido pelo Pontifício Conselho “Justiça e Paz”.

Para definir com maior cuidado a relação entre o necessário empenho em prol da justiça e o serviço da caridade, é preciso anotar duas situações de fato que são fundamentais:

a)    A justa ordem da sociedade e do Estado é dever central da política.

Pertence à estrutura fundamental do cristianismo a distinção entre o que é de César e o que é de Deus (cf. Mt 22, 21), isto é, a distinção entre Estado e Igreja ou, como diz o Concílio Vaticano II, a autonomia das realidades temporais.

b)    O amor – caritas – será sempre necessário, mesmo na sociedade mais justa. Não há qualquer ordenamento estatal justo que possa tornar supérfluo o serviço do amor.

A Igreja nunca poderá ser dispensada da prática da caridade enquanto atividade organizada dos crentes, como aliás nunca haverá uma situação onde não seja precisa a caridade de cada um dos indivíduos cristãos, porque o ser humano, além da justiça, tem e terá sempre necessidade do amor.


As múltiplas estruturas de serviço caritativo no atual contexto social

Quero considerar a situação geral do empenho pela justiça e a amor no mundo atual.

a)    Os meios de comunicação de massa tornaram, hoje, o nosso planeta mais pequeno, aproximando rapidamente seres humanos e culturas profundamente diversos.
           
            Por outro lado – e trata-se de um aspecto provocatório e ao mesmo encorajador do             processo de globalização –, o presente põe à nossa disposição inumeráveis             instrumentos para prestar ajuda humanitária aos irmãos necessitados, não sendo os             menos notáveis entre eles os sistemas modernos para a distribuição de alimento e             vestuário, e também para a oferta de habitação e acolhimento.

b)    Nessa situação, nasceram e desenvolveram-se numerosas formas de colaboração entre as estruturas estatais e as eclesiais, que se revelaram frutuosas.

Na Igreja católica e noutras igrejas e comunidades eclesiais, também apareceram novas formas de atividade caritativa e ressurgiram antigas com zelo renovado. Quero exprimir, aqui, a minha alegria pelo fato de esse desejo ter encontrado um vasto eco por todo o mundo em numerosas iniciativas.


O perfil específico da atividade caritativa da Igreja

O aumento de organizações diversificadas que se dedicam ao ser humano em suas várias necessidades explica-se, fundamentalmente, pelo fato de o imperativo do amor ao próximo ter sido inscrito pelo Criador na própria natureza do ser humano.

Mas, então, quais são os elementos constitutivos que formam a essência da caridade cristã e eclesial?

a)    Segundo o modelo oferecido pela parábola do bom samaritano, a caridade cristã é, em primeiro lugar, simplesmente a resposta àquilo que, numa determinada situação, constitui a necessidade imediata: os famintos devem ser saciados, os nus vestidos, os doentes tratados para se curarem, os presos visitados etc.
b)    A atividade caritativa cristã deve ser independente de partidos e ideologias. Não é um meio para mudar o mundo de maneira ideológica, nem está a serviço de estratégias mundanas, mas é atualização, aqui e agora, daquele amor de que o ser humano sempre tem necessidade.
c)     Além disso, a caridade não deve ser um meio em função daquilo que hoje é indicado como proselitismo. O amor é gratuito; não é realização para alcançar outros fins.


Os responsáveis pela ação caritativa da Igreja

Das reflexões feitas anteriormente, resulta claramente que o verdadeiro sujeito das várias organizações católicas que realizam um serviço de caridade é a própria Igreja – e isso em todos os níveis, a começar das paróquias, passando pelas igrejas particulares até chegar à Igreja Universal.

Por isso, foi muito oportuna a instituição do Pontifício Conselho Cor Unum, feita pelo meu venerado predecessor Paulo VI, como instância da Santa Sé responsável pela orientação e coordenação entre as organizações e as atividades caritativas promovidas pela Igreja Católica.

Depois, é cônsono à estrutura episcopal da Igreja o fato de, nas igrejas particulares, caber aos bispos, enquanto sucessores dos apóstolos, a primeira responsabilidade pela realização, mesmo atualmente, do programa indicado nos Atos dos Apóstolos (cf. 2, 42-44).

A Igreja, enquanto família de Deus, deve ser, hoje como ontem, um espaço de ajuda recíproca e, simultaneamente, um espaço de disponibilidade para servir mesmo aqueles que, fora dela, têm necessidade de ajuda.

Nesse contexto, o ordenando promete (futuro sacerdote), expressamente, que será, em nome do Senhor, bondoso e compassivo com os pobres e todos os necessitados de conforto e ajuda.

No que diz respeito aos colaboradores que realizam, em nível prático, o trabalho caritativo na Igreja, já foi dito o essencial: eles não se devem inspirar nas ideologias do melhoramento do mundo, mas deixar-se guiar pela fé que atua pelo amor (cf. Gl 5, 6). Por isso devem ser pessoas movidas, antes de mais nada, pelo amor de Cristo, pessoas cujo coração Cristo conquistou com o seu amor, nele despertando o amor ao próximo.


Conclusão

Por fim, olhemos os santos, aqueles que praticaram de forma exemplar a caridade. “Estava nu e destes-me de vestir [...]. Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes” (Mt 25, 36.40).

Entre os santos, sobressai Maria, Mãe do Senhor e espelho de toda a santidade. No evangelho de Lucas, encontramo-la empenhada num serviço de caridade à prima Isabel, junto da qual permanece “cerca de três meses” (1, 56) assistindo-a na última fase da gravidez.

Maria, Virgem e Mãe, mostra-nos o que é o amor e de onde este tem sua origem e recebe incessantemente a sua força. A ela confiamos à Igreja, a sua missão ao serviço do amor:


Santa Maria, Mãe de Deus,
Vós destes ao mundo a luz verdadeira,
Jesus, vosso Filho – Filho de Deus.
Entregastes-vos completamente
ao chamamento de Deus
e assim vos tornastes fonte
da bondade que brota dele.
Mostrai-nos Jesus.
Guiai-nos para ele.
Ensinai-nos a conhecê-lo e amá-lo,
para podermos também nós
tornar-nos capazes de verdadeiro amor
e de ser fontes de água viva
no meio de um mundo sequioso.


Bento XVI

FIQUEM NA PAZ DE DEUS!
SEMINARISTA SEVERINO DA SILVA.

DEUS CARITAS EST - 1ª PARTE


DEUS CARITAS EST

I Parte

A unidade do amor na criação e na história da Salvação

Um problema de linguagem
O termo “amor” tornou-se, hoje, uma das palavras mais usadas e mesmo abusadas, à qual associamos significados completamente diferentes. Embora o tema desta encíclica se concentre sobre a questão da compreensão e da prática do amor na Sagrada Escritura e na tradição da Igreja, não podemos prescindir pura e simplesmente do significado que esta palavra tem nas várias culturas e na linguagem atual.

Eros e ágape – Diferença e unidade
Diga-se, desde já, que o Antigo Testamento grego usa só duas vezes a palavra Eros, enquanto o Novo Testamento nunca a usa: das três palavras gregas relacionadas com o amor – Eros, philia (amor de amizade) e ágape – os escritos neotestamentário privilegiam a última, que, na linguagem grega, era quase posta de lado. Quanto ao amor de amizade (philia), este é retomado com um significado mais profundo no evangelho de João para exprimir a relação entre Jesus e os seus discípulos.

A novidade da fé bíblica
“Escuta, ó Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor!” (Dt 6, 4). Existe um único Deus, que é o Criador do céu e da terra, e por isso é também o Deus de todos os seres humanos. A relação de Deus com Israel é ilustrada através das metáforas do noivado e do matrimônio; conseqüentemente, a idolatria é adultério e prostituição. À imagem do Deus monoteísta corresponde o matrimônio monogâmico. O matrimônio baseado num amor exclusivo e definitivo torna-se o ícone do relacionamento de Deus com o seu povo e, vice-versa, o modo humano. Essa estreita ligação entre Eros e matrimônio, na Bíblia, quase não encontra paralelos literários fora da mesma.

Jesus Cristo – O amor encarnado de Deus
A verdadeira novidade do Novo Testamento não reside em novas idéias, mas na própria figura de Cristo, que dá carne e sangue aos conceitos – um incrível realismo. Essa ação de Deus ganha, agora a sua forma dramática devido ao fato de que, em Jesus Cristo, o próprio Deus vai atrás da “ovelha perdida”, a humanidade sofredora e transviada. Na sua morte de cruz, cumpre-se aquele virar-se de Deus contra si próprio, com o qual ele se entrega para levantar o ser humano e salvá-lo – o amor na sua forma mais radical.

Jesus deu a este ato de forma uma presença duradoura através da instituição da Eucaristia durante a última ceia. Antecipa a sua morte e ressurreição entregando-se já naquela hora aos seus discípulos, no pão e no vinho, a si próprio, ao seu corpo e sangue, como novo maná (cf. Jo 6, 31-33).  Temos, agora, de prestar atenção a outro aspecto: a “mística” do sacramento tem um caráter social, porque, na comunhão sacramental, eu fico unido ao Senhor como todos os demais comungantes: “Uma vez que há um só pão, nós, embora sendo muitos, formamos um só corpo, porque todos participamos do mesmo pão” – diz São Paulo (1 Cor 10, 17).

O amor a Deus e ao próximo estão, agora, verdadeiramente juntos: o Deus encarnado atrai-nos todos a si. Assim se compreende por que o termo ágape se tenha tornado, também, um nome da Eucaristia: nesta, a ágape de Deus vem corporalmente a nós, para continuar a sua ação em nós e através de nós. Só a partir dessa fundamentação cristológica-sacramental é que se pode entender, corretamente, o ensinamento de Jesus sobre o amor.

Amor a Deus e amor ao próximo
É realmente possível amar a Deus mesmo sem o ver? E a outra: o amor pode ser mandado? Contra o duplo mandamento do amor, existe uma dupla objeção que se faz sentir nestas perguntas: ninguém jamais viu a Deus – como poderemos amá-lo?

A escritura parece dar o seu aval à primeira objeção, quando afirma: “Se alguém disser: ‘Eu amo a Deus’, mas odiar a seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama a seu irmão, ao qual vê, como pode amar a Deus, que não vê?” (1 Jo 4, 20).

Com efeito, ninguém jamais viu a Deus tal como Ele é em sim mesmo. E, contudo, Deus não nos é totalmente invisível, não se deixou ficar, pura e simplesmente, incessível a nós. Deus amou-nos primeiro – diz a carta de João citada (cf. 4, 10) – e esse amor de Deus apareceu no meio de nós, fez-se visível quando ele “enviou o seu Filho unigênito ao mundo, para que, por ele, vivamos (1 Jo 4, 9).
Amor a Deus e amor ao próximo são inseparáveis, constituem um único mandamento. Mas ambos vivem do amor preveniente com que Deus nos amou primeiro. Desse modo, já não se trata de um “mandamento” que do exterior nos impõe o impossível, mas de uma experiência do amor proporcionada do interior, um amor que, por sua natureza, deve ser ulteriormente comunicado aos outros.

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SEMINARISTA SEVERINO DA SILVA.

IGREJA APOSTÓLICA


IGREJA ApostÓlicA

Lc 6,12-16 “Naqueles dias, Jesus retirou-se a uma montanha para rezar, e passou aí toda a noite orando a Deus. Ao amanhecer, chamou os seus discípulos e escolheu doze dentre eles que chamou de apóstolos: Simão, a quem deu o sobrenome de Pedro; André, seu irmão; Tiago, João, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu; Simão, chamado Zelador; Judas, irmão de Tiago; e Judas Iscariotes, aquele que foi o traidor”.
         
A Igreja guarda, através dos séculos, a identidade dos princípios que ela recebeu de Cristo mediante os Apóstolos. A palavra apóstolo é grega, significa enviar. Era o enviado, legado, embaixador, aquele que devia ser respeitado como o rei que os enviava, pois ela falava em nome do rei.
            
Jesus escolheu doze Apóstolos, para que vivessem mais estritamente a Ele e fossem seus mensageiros. “Quem vos recebe, a Mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou” (Mc 3,14). O número doze recorda o dos doze Patriarcas de Israel e significa que o novo povo de Deus está fundamentado sobre Cristo mediante os doze legados do Senhor. Os doze Apóstolos são as doze colunas da Igreja. Cristo é a Pedra angular (colocada nos ângulos do Templo de Jerusalém).
         
O Patrimônio da fé não chega aos fiéis como algo descido do céu diretamente, mas, sim, como algo que parte do Pai, passa por Jesus Cristo, pelos Apóstolos e, finalmente, chega a cada indivíduo no seu respectivo tempo. A nossa Igreja voltando no tempo vai chegar aos Apóstolos que receberam a mensagem de Cristo e Cristo recebeu de Deus Pai.
            
A Igreja é apostólica por ser fundada sobre os apóstolos, e isto em um tríplice sentido: Ela foi e continua sendo construída sobre o fundamento dos Apóstolos, testemunhas escolhidas e enviadas em missão pelo próprio Cristo; Ela conserva e transmite, com a ajuda do Espírito Santo que nela habita o ensinamento, o depósito precioso, as salutares palavras ouvidas da boca dos apóstolos; Ela continua a ser ensinada, santificada e dirigida pelos Apóstolos, até a volta de Cristo, graças aos que a eles sucedem na missão pastoral: o colégio dos bispos, que são assistidos pelos presbíteros, em união com o sucessor de Pedro, pastor supremo da Igreja. Esta Igreja é una, santa, católica e apostólica na sua identidade mais profunda e última, porque é nela que já existe e será consumado no fim dos tempos o Reino de Deus.     

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SEMINARISTA SEVERINO DA SILVA.

IGREJA CATÓLICA


IGREJA CatÓlicA 

(universalidade)


A expressão católica serve para designar, em primeira instância, a universalidade da Igreja, ou seja, ela está em toda parte, e não somente nesta ou naquela comunidade. É uma Igreja autêntica, verdadeira, perfeita. Ela é portadora de todos os meios de salvação instituídos por Cristo. Ela é integral. Deus é único e é o único Senhor de todas as criaturas, o seu desígnio é universal ou voltada para todas as criaturas:
           
O PAI é o princípio que dá existência ao homem e desencadeia a história da salvação. Seu plano salvífico encontra resistência por parte do homem; donde a paciência de Deus Pai. Esse plano inclui o papel de Cristo Redentor e a missão do Espírito Santo, que dinamiza a Igreja.

JESUS CRISTO, Deus feio homem, é o princípio universal de salvação veio libertar o homem do juízo do pecado e levá-lo à consumação de suas potencialidades. Deus pai quis na plenitude dos tempos reconduzir sob um só chefe todas as coisas, tanto as da terra como as do céu. A Igreja, Corpo de Cristo, é a comunhão dos homens que, tendo aceito o Cristo como seu Mestre pela fé, foram unidos  à sua Cabeça pelos sacramentos. Jesus Cristo é na qualidade de novo Adão, o fundamento imediato da catolicidade da Igreja. (veio salvar todos = universal).
           
O ESPÍRITO SANTO foi, por Cristo e pelo Pai, dado à Igreja como alma do Corpo Místico. É Ele que age no íntimo de cada indivíduo, fazendo que as iniciativas de cada um e de todos contribuam para a unidade. Assim a Igreja se abre e abraça todo o mundo. Ela é dinâmica, não é estática, parada. Ela é católica por que Cristo está presente. E onde está Cristo Jesus, está a Igreja católica. Ela é católica porque é enviada em missão por Cristo à universalidade do gênero humano.

2Tm 4,1-5 “Eu te conjuro em presença de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, por sua aparição e por seu Reino: prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir. Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas. Tu, porém, sê prudente em tudo, paciente nos sofrimentos, cumpre a missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério”.

A missão da Igreja é universal (Ide pelo mundo inteiro e pregai o Evangelho a toda criatura), ou seja, procura incorporar ao povo de Deus (que foi escolhido), todos os povos da terra. O dever missionário da Igreja decorre da consciência que o fiel católico tem, de haver recebido de Deus o precioso tesouro da fé, tesouro que ele não tem o direito de guardar para si só. A Igreja católica está presente em todos os continentes.

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SEMINARISTA SEVERINO DA SILVA.

IGREJA SANTA


IGREJA Santa

(Santidade)


1Pd 2,9 “Vós, porém, sois uma raça escolhida, um sacerdócio régio, uma nação santa, um povo adquirido para Deus, a fim de que publiqueis as virtudes daquele que das trevas vos chamou à sua luz maravilhosa”.
A palavra santo quer dizer originariamente o que é separado, reservado; quando se trata de Teologia, santo é o separado ou reservado para Deus. Assim o conceito primitivo de santo é ontológico; é o de um ser próprio de Deus. Disto se segue a noção ética: a pessoa separada para Deus ou consagrada a Deus deve levar uma vida moral à altura do seu ser ou uma vida moralmente santa. Deus é Santo por excelência; é o separado de toda impureza e o mais perfeito de todos os seres. Por isto em Is 6,3 os Serafins proclamam: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus”
            Disto se segue que só se pode dizer santo aquilo que pertence a Deus ou é relacionado com Deus.  Este é o modo de falar da Igreja. Jesus é o Santo de Deus, que veio a este mundo para dar origem a um novo Povo de Deus consagrado ao Senhor; Rm 1,7 (os cristãos de Corinto são ditos santos, porque membros de um povo consagrado a Deus). Ef 5,25-27: “Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, a fim de purificá-la com o banho da água e santifica-la pela Palavra, para apresentar a si mesmo a Igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e irrepreensível”.
            A Igreja é, aos olhos da fé, santa. Pois Cristo, Filho de Deus, que com o Pai e o Espírito Santo é proclamado o único Santo, amou a Igreja como sua Esposa. Por ela se entregou com o fim de santificá-la. Em conseqüência, os membros da Igreja devem levar uma vida moralmente santa ou isenta de pecado: “Sede santos, porque eu sou santo” é norma do Antigo Testamento que ressoa no Novo.
            O Cristão é chamado a ser, por todo o seu teor de vida, uma hóstia santa e agradável a Deus; a vida do cristão é um culto, cuja lei é a pureza. “Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual” Rm 12,1. Assim a Igreja é a comunidade dos santos, ou seja, de pessoas consagradas e pertencentes a Deus pelo Batismo e que se esforçam por viver fielmente a sua consagração batismal e a sua qualidade de membros do Corpo de Cristo.
            A Igreja é santa, porque está indissoluvelmente unida a Cristo, que nela habita e por Ela age. A Igreja de Cristo não comete pecado. O sujeito do pecado só pode ser uma pessoa individual. A Igreja consta de seres humanos na sua realidade histórica, que são pecadores; são membros da Igreja, mas o pecado que eles cometem não brota do bojo da Igreja nem é ensinado pela Igreja, que, ao contrário, o combate. Por isto na Igreja existe o Sacramento da Penitência como remédio para o pecado. A Igreja tem duas realidades (visível e invisível).

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SEMINARISTA SEVERINO DA SILVA.

IGREJA UNA


IGREJA UNA

(Unicidade = única)

Não existe outra Igreja que tem todos os elementos instituídos por Cristo. Havia um só povo de Deus no Antigo Testamento, que se prolonga no único povo de Deus no Novo Testamento (que é a Igreja).
Com outras palavras: Cristo tem um só Corpo e uma única Esposa. Cf Ef 4,4-6 “Há um só corpo e um só Espírito, assim como é uma só a esperança da vocação com que fostes chamados: há um só Senhor, uma só fé, um só Batismo, há um só Deus e Pai de todos”. Todavia, quem considera as múltiplas comunidades eclesiais existentes hoje em dia (orientais ortodoxas, além das protestantes), pode perguntar se a Igreja de Cristo é realmente única e uma. 
       A Igreja de Cristo compreende todas as denominações cristãs onde haja realmente elementos eclesiais: a Bíblia, a fé, a oração, a caridade, a renúncia ao pecado, o Batismo...  Todavia a Igreja de Cristo só subsiste de maneira pela e adequada na Igreja Católica Apostólica Romana entregue a Pedro; somente nesta se encontram todos os elementos constitutivos da Igreja: os sete Sacramentos com seu centro na Eucaristia, a hierarquia instituída por Cristo e chefiada por Pedro, a Bíblia, e os sacramentais.
        As demais denominações (cristãs não católicas), pelo fato de possuírem alguns ou vários destes elementos, pertencem à Igreja de Cristo, mas estão em comunhão imperfeita e inacabada com a Igreja Apostólica Romana; essa comunhão imperfeita ou parcial deve ser levada à plenitude ou à totalidade pelo movimento ecumênico. “Aqueles que crêem em Cristo e foram devidamente batizados, estão constituídos numa certa comunhão, embora não perfeita, com a Igreja Católica. Com efeito, as discrepâncias vigentes, sob diversas formas, entre eles e a Igreja Católica – quer em questões doutrinais, e às vezes também disciplinares, quer acerca da estrutura da Igreja – criam não poucos obstáculos, por vezes muito graves, à plena comunhão eclesiástica.
Ora, o movimento ecumênico visa superar estes obstáculos. No entanto, justificados no batismo pela fé, eles são incorporados a Cristo e, por isso, com razão, honrados com o nome de Cristãos e merecidamente reconhecidos pelos filhos da Igreja Católica como irmãos no Senhor.
            Somente através da Igreja Católica de Cristo, auxílio geral de salvação, pode ser atingida toda a plenitude dos meios de salvação.  O Senhor confiou todos os bens do Novo Testamento ao único Colégio Apostólico, a cuja testa está Pedro (e seus sucessores), a fim de constituir na terra um só Corpo de Cristo, ao qual é necessário que se incorporem plenamente todos os que, de alguma forma, pertencem ao povo de Deus.
“Este povo, enquanto peregrina cá na terra, cresce incessantemente em Cristo, ainda que sujeito ao pecado em seus membros, e é conduzido suavemente por Deus, segundo seus misteriosos desígnios, até que chegue alegre, à total plenitude da eterna glória na Jerusalém celeste” Concílio Vaticano II.
1Cor 1,10-16 “Rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que todos estejais em pleno acordo e que não haja entre vós divisões. Vivei em boa harmonia, no mesmo espírito e no mesmo sentimento. Pois acerca de vós, irmãos meus, fui informado pelos que são da casa de Cloé, que há contendas entre vós. Refiro-me ao fato de que entre vós se usa esta linguagem: Eu sou discípulo de Paulo; eu, de Apolo; eu, de Cefas; eu, de Cristo.Então estaria Cristo dividido? É Paulo quem foi crucificado por vós? É em nome de Paulo que fostes batizados? Graças a Deus, não batizei nenhum de vós, à exceção de Crispo e Gaio. Assim ninguém poderá dizer que fostes batizados em meu nome. (Aliás, batizei também a família de Estéfanas. Além destes, não me consta ter batizado ninguém mais.)”.
            A Igreja única tem de ser una, coesa e unida. Com outras palavras: Ela deve ser capaz de se apresentar ao mundo com uma única face e uma única voz, ainda que compreenda em seu bojo muitos componentes. A unidade da Igreja é expressa também pela palavra “comunhão”. Esta traduz o grego Koinonia, que, conforme São Paulo significa “tomar parte com outra pessoa em algo”.  A comunhão significa, antes do mais, tomar parte na vida e nos méritos de Cristo, ser rico em Cristo; conseqüentemente significa o intercâmbio, o fluxo e o refluxo de vida dos fiéis entre si.
  Esta unidade está na comunhão dos santos. Está nos anseios de Cristo, que na última Ceia rezava: “Todos sejam, um”... Já que Deus é único e uno em si mesmo, a Igreja há de ser tal. A unidade da Igreja está fundamentada na comunhão com Cristo, que ocorre mediante os sacramentos.
          A Igreja de Cristo tem Unidade de Fé. A mensagem de Cristo desperta o amor, a adesão fiel a Deus e aos irmãos. A Igreja de Cristo tem Unidade no Culto e nos Sacramentos. A fé faz que toda a vida do cristão tenha o valor de culto e de oferenda a Deus. Tem a mesma liturgia no mundo inteiro (o evangelho que é proclamado aqui é proclamado na China, no México, no Canadá ...) Os mesmos sacramentos que são ministrados aqui, do mesmo jeito são ministrados no mundo inteiro. A Igreja de Cristo tem Unidade na Comunhão Fraterna. O amor a Deus que é nosso Bem Absoluto une os cristãos entre si a todas as pessoas.
        A Igreja é una pela sua fonte. “Deste mistério, o modelo supremo e o princípio é a unidade de um só Deus na Trindade, Pai e Filho e Espírito Santo”. A Igreja é una pelo seu Fundador: “Pois o próprio Filho encarnado, príncipe da paz, por sua cruz reconciliou todos os homens com Deus, restabelecendo a união de todos em um só Povo, em um só Corpo”. A Igreja é una pela sua “alma”: “O Espírito Santo que habita nos crentes, que plenifica e rege toda a Igreja, realiza esta admirável comunhão dos fiéis e os une tão intimamente em Cristo, que ele é o princípio da Unidade da Igreja”. É da própria essência da Igreja ser una.

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SEMINARISTA SEVERINO DA SILVA.

AS NOTAS OU PROPRIEDADES DA IGREJA


AS NOTAS OU PROPRIEDADE DA IGREJA

                       
A Igreja fundado por Cristo tem 4 notas ou propriedades:
unidade, santidade, catolicidade e apostolicidade.

Distinguimos entre unidade e unicidade. A unidade significa coesão, ser compacto em si mesmo. Unicidade é a qualidade de quem não tem par ou igual a si mesmo. Ora a Igreja de Cristo é única e una.
Mt 16, 16-19 “Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo! Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”.
Jo 17,6-11.17.21 ”Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste. Eram teus e deste-nos e guardaram a tua palavra. Agora eles reconheceram que todas as coisas que me deste procedem de ti. Porque eu lhes transmiti as palavras que tu me confiaste e eles as receberam e reconheceram verdadeiramente que saí de ti, e creram que tu me enviaste. Por eles é que eu rogo. Não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. Tudo o que é meu é teu, e tudo o que é teu é meu. Neles sou glorificado. Já não estou no mundo, mas eles estão ainda no mundo; eu, porém, vou para junto de ti. Pai santo guarda-os em teu nome, que me encarregaste de fazer conhecer, a fim de que sejam um como nós. Santifica-os pela verdade. A tua palavra é a verdade. Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste”.

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SEMINARISTA SEVERINO DA SILVA.

IGREJA A ESPOSA DE CRISTO


Igreja a Esposa de Cristo

Principalmente na literatura profética ocorre a figura da Esposa para designar Israel, a Filha de Sion ou de Jerusalém: Is 62,5 “Assim como um jovem desposa uma jovem, aquele que te tiver construído te desposará; e como a recém-casada faz a alegria de seu marido, tu farás a alegria de teu Deus”.
Ef 5,25-32 “Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a pela água do batismo com a palavra, para apresentá-la a si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim os maridos devem amar as suas mulheres, como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Certamente, ninguém jamais aborreceu a sua própria carne; ao contrário, cada qual a alimenta e a trata, como Cristo faz à sua Igreja, porque somos membros de seu corpo. Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois constituirão uma só carne (Gn 2,24). Este mistério é grande, quero dizer, com referência a Cristo e à Igreja”.



Neste texto é posto em relevo:

Ø - a distinção (não há separação) entre Cristo e a Igreja.
Ø - a fecundidade da Igreja. A esposa é Mãe.
Ø - a escolha gratuita que Cristo faz em favor de sua Esposa. Apesar das crises do amor nupcial do povo escolhido, Cristo ama sua Esposa; lavou-a com o seu sangue, tornado-a sem mancha nem ruga e continua a purificar os filhos dessa Santa Mãe através da água do Santo Batismo.

        A Igreja é uma comunidade congregada mediante um chamamento universal, pois Deus quer que todos os homens se salvem; a convocação é gratuita. Ela se deve ao amor misericordioso de Deus, que enviou seu Filho ao mundo para se entregar por todos.
                 A resposta à vocação divina é a fé em Deus. Este nos purificou pelo Santo Batismo e nos enviou o Espírito Santo, fazendo de nós o seu povo, que espera a manifestação gloriosa do Senhor Jesus.
            A Igreja é chamada “casa de Deus e Coluna e Sustentáculo da verdade” (1Tm 3,15). É algo de firme e estável; a ela foi confiado o tesouro da Revelação Divina, que, juntamente com os Sacramentos, deve ser transmitido aos homens.


Igreja de Santos e pecadores

            A Igreja não é uma mera assembléia de pessoas bem intencionadas, mas goza da presença e da ação de Cristo, compreende-se que ela goza de uma santidade permanente, que não desaparece quando desfalece a fidelidade dos homens. A Igreja está aberta a todos os homens, qualquer que seja seu país de origem e sua raça. Há, portanto, uma só Igreja, esparsa por todo o mundo, todos são chamados à conversão. A Igreja é Virgem, Esposa de um único varão, Cristo (São Leão Magno + 461).

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SEMINARISTA SEVERINO DA SILVA.

IGREJA COMO O CORPO DE CRISTO


Igreja COMO O Corpo de Cristo
           
O Batismo é a porta de entrada no novo povo. É também incorporação numa comunidade em que as diferenças meramente humanas desaparecem, pois todos se tornam um só corpo em Cristo. A imediata conseqüência deste fato é que o cristão vive em Cristo. Significa que, pelo Batismo, o cristão é feito participante da vida do próprio Cristo Ressuscitado mediante a ação do Espírito Santo, Espírito que é o grande artesão de nossa configuração a Cristo e inserção em Cristo. Rm 6, 5.8 “Se fomos feitos o mesmo ser com ele por uma morte semelhante à sua, sê-lo-emos igualmente por uma comum ressurreição. Ora, se morremos com Cristo, cremos que viveremos também com ele”;

Ø  1Cor 3,23 “Somos de Cristo”;
Ø  Gl 3, 29 “Pertencemos a Cristo”
Ø  Gl 3, 27 “Revestimos de Cristo”
Ø  Gl 2,20 “Cristo é nossa vida”
           
            A inserção em Cristo e a vida com Cristo levam o cristão a participar da vida da SS Trindade. É o Espírito Santo quem propicia a nossa filiação divina: “Sede solícitos em conservar a unidade do Espírito no vínculo da paz. Sede um só corpo e um só Espírito, assim como fostes chamados pela vossa vocação a uma só esperança” (Ef 4, 3-4).

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