DOCUMENTO VIGILANTE CURA (SOBRE O CINEMA)

RESUMO DA CARTA VIGILANTI CURA (sobre o cinema)
De Pio XI aos Bispos e aos ordinários dos Estados Unidos da América
                                                   
Dada em Roma no dia 29 de junho de 1936


1.  O QUE É A “LEGIÃO DA DECÊNCIA”?
Foi uma cruzada santa, fundada pelos bispos norte-americanos com o intuito de reanimar os ideais da honestidade moral e cristã no âmbito das produções cinematográficas e ainda com o escopo de reprimir os abusos das representações das mesmas. (n. 1 e 9). Tal cruzada não se propunha a idéia de prejudicar a indústria do cinema; pelo contrário, queria incitar sempre mais os valores nobres e honestos. (n. 9).

2.  PROTAGONISTAS DA LEGIÃO DA DECÊNCIA:
Fora um projeto capitaneado pelo episcopado norte-americano, mas que não prescindiu a cooperação dos fiéis católicos e também dos adeptos de outros credos (n. 10 e 11); Pois se acreditava que era um dever que compete não somente aos Bispos, mas também a todos os católicos e a todos os homens honestos que amam a dignidade e a saúde moral da família, da nação, e em geral da sociedade humana. (n. 28).

3.  REAIS OBJETIVOS DO CINEMA:
Levar os espectadores à inteireza da vida e uma verdadeira educação (n. 4); Os filmes não devem somente ocupar as horas vagas de lazer, mas podem e devem, por sua força magnífica, ilustrar as mentes dos espectadores e dirigi-los positivamente para todas as virtudes. (n. 33).

4.  ACORDO REALIZADO PELOS PRÓPRIOS DIRETORES DA INDÚSTRIA DO CINEMA NOS ESTADOS UNIDOS:
Em março de 1930, por um ato livre, sob a guia da imprensa, os diretores referidos tomaram o compromisso solene de proteger no futuro a moralidade dos freqüentadores do cinema (n. 7); Contudo, não levaram a cabo o acordo e não se submeteram aos princípios a cuja observância se tinham obrigado. E continuaram a disseminar valores anti-evangélicos nas telas (n. 8).

5.  PROGRESSO E CONTRIBUTO IMPULSIONADO PELA LEGIÃO:
Não obstante às muitas críticas, houvera um progresso moral na questão vigente. Pois, crimes e vícios foram reproduzidos menos freqüentemente do que antes; o pecado não foi aprovado e aclamado tão abertamente; não mais se apresentaram de maneira tão impressionante falsas normas de vida ao espírito impressionável e facilmente excitado da mocidade. (n.11) A Legião contribuiu fortemente para os esforços feitos na elevação cada vez mais do cinema no espírito da nobreza artística, impelindo este a produzir obras clássicas e criações originais de valor incomum.  (n. 12).

6.  CRÍTICA DOS OPOSITORES:
Afirmavam que tais esforços e efeitos empregados pela Legião seriam efêmeros. Porque, relaxando a vigilância dos bispos e dos fiéis católicos, os industriais voltariam a seu talante aos processos anteriores. (n. 14).

7.  CARACTERÍSTICAS DO LAZER SADIO:
Os lazeres devem ser sãos e dignos, afinal, são muitas as ocupações e cansaços provocados pela modernidade. Àqueles deve elevar-se ao nível de fator positivo de nobres sentimentos. (n. 16); É indiscutível que, entre os divertimentos, o cinema adquiriu na modernidade, uma importância máxima, por ter-se estendido a todas as nações (n. 17).

8.  INFLUÊNCIA DO CINEMA:
O cinema nos primeiros decênios do século XX era considerado o meio mais poderoso para exercer influência sobre as massas. (n. 18):
Motivos desta influência (n. 18):

1.     Devido às figuras projetadas nas telas;
2.     O Custo dos espetáculos cinematográficos era acessível ao povo comum.

9.  FORÇAS PROPULSORAS DO PODER ATRATIVO DO CINEMA:
As forças propulsoras são (n. 19):

1.     As imagens de figuras concretas;
2.     A musicalidade;
3.     Danças e variedades.

10.  FUNCIONALIDADE DO CINEMA:
O cinema, uma vez elevado ao nível da consciência cristã, tem a função de difundir eficazmente o bem e os ideais nobres e deixar de ser um meio de depravação e de desmoralização. (n. 20).

11.  O GOVERNO E A CENSURA:
O documento salienta com viva satisfação que certos governos, preocupados com a influência do cinema no domínio moral e educativo, criaram, por meio de pessoas honestas, principalmente com pais e mães de família, comissões especiais de censura, como também organismos indicadores para a produção cinematográfica, orientando sua inspiração para obras nacionais de seus grandes poetas e escritores. (n. 27).

12.  FUNÇÃO DA VIGILÂNCIA DOS BISPOS DIANTE DO CINEMA:
Possibilitar uma educação humana, acompanhada das exigências da consciência cristã. (n. 29).

13. ADVERTÊNCIA DO PAPA AOS CATÓLICOS DO ÂMBITO CINEMATOGRÁFICO:
Pio XI no número 31 do documento vigente, admoesta aos católicos (presentes da produção cinematográfica) quanto à falta de “performatividade”. Ou seja, o número de católicos executores ou diretores, autores e atores nos filmes não é pequeno, e infelizmente sua influência na confecção dos filmes nem sempre foi de acordo com a sua fé e suas idéias.

14.  INDICAÇÕES PRÁTICAS QUE DEVEM SER EFETIVDAS PELA “VIGILANTI CURA” (n. 34-41):

Foram três as indicações práticas elencadas pelo Sumo Pontífice:

1.     Abstenção de filmes que ofendem a verdade e as instituições cristãs;
2. Ereção de um “Índex”: publicar boletins que elenquem os filmes que são permitidos, os de reserva e os filmes prejudiciais ou positivamente maus;
3.     Criação de uma “Junta Nacional” permanente de revisão do “índex”: àquela tem o triplo objetivo: promover a produção de bons filmes, classificar os outros e divulgar o julgamento ao clero e fiéis;

Esta junta seria ligada aos organismos centrais da Ação Católica; Função de tal junta: organizar salas de cinemas existentes na paróquia e nas associações católicas; Constituição da “Junta Nacional”: deve ser formada por pessoas conhecedoras da técnica cinematográfica e bem firmes nos princípios morais da doutrina católica e devem ser pessoas geridas por um padre escolhido pelo bispo. 

FIQUEM NA PAZ DE DEUS!
SEMINARISTA SEVERINO DA SILVA. 

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