ECUMENISMO, O DIÁLOGO COMO ATITUDE E MÉTODO

O diálogo como atitude e como método

1 – Compreendendo o sentido do diálogo

O diálogo é o elemento central e indispensável do pensamento ético dos homens, sejam eles quais forem. Fundamentalmente, ele supõe a procura daquilo que é verdadeiro, bom e justo para todos os homens, para todos os grupos e para todas as sociedades.
O verdadeiro diálogo é a procura do bem com meios pacíficos: é a vontade tenaz de recorrer a todas as formulas possíveis de negociações, de mediações e de arbitragem, e de proceder de tal maneira que os fatores de aproximação prevaleçam sobre os fatores de divisão e de ódio. O verdadeiro diálogo é um reconhecimento da dignidade inalienável dos homens; baseia-se no respeito à vida humana; é um apostar na sociabilidade dos homens.

1.1 – O Diálogo religioso

Colóquio entre pessoas de diferentes credos religiosos. Seus principais objetivos são: dissipar preconceitos; propiciar o conhecimento e o apreço mútuos; intercambiar idéias e experiências: aprofundar valores, doutrinas e perspectivas convergentes: e somar esforços de cooperação em benefícios das grandes causas da humanidade. O diálogo religioso é um conjunto de atividades, todas fundadas no respeito e na estima pelos povos de religiões diferentes.

1.2 – O Diálogo ecumênico

Conversações entre representantes de diversas Igrejas e comunidades cristãs. “Nesses encontros de cristãos organizados no espírito religioso, cada qual explica mais profundamente a doutrina da comunhão e apresentam perspicazmente suas características. Pois com este diálogo todos adquirem um conhecimento mais verdadeiro e uma avaliação mais adequada da doutrina da vida das duas comunhões. (UR 4).

2 – O diálogo em uma tríplice perspectiva

2.1 – O diálogo como atitude e como método

A estrutura do ser humano comporta em sua própria constituição, uma extrema vinculação com o diálogo, uma vez que sua origem tem razão de ser na existência de Deus. Cada indivíduo carrega em si mesmo uma abertura aos outros e não se realiza senão em comunhão com os outros. Frente a esta compreensão, o diálogo deve ser assumido como atitude no ser humano. Isto em relação consegue, com o outro e reciprocamente.

a) – O diálogo como atitude com relação a si mesmo
Para dialogar, precisa-se, antes de tudo, ser e sentir-se o que se é; ter chegado a uma harmonia integrada na qual se reconhece o eu profundo e se percebe os próprios valores. Nesse confronto consigo mesmo, tarefa nada fácil, deve-se buscar a transparência, deixando-se de lado as máscaras que costumam acompanhar cada homem e cada mulher em suas relações sociais.

b) – O diálogo como atitude em relação ao outro

O diálogo em relação ao outro só acontece quando o outro é reconhecido em sua fundamental alteridade, em sua diferença que lhe permite ser o você que pode complementar o próprio eu. Reconhecer o outro como outro, amar o outro tal como ele é, e não como um ser que dever ser conquistado; consentir que seja diferente diante de nós, sem procurar usurpar a verdade de sua consciência e de sua busca.

c) – O diálogo como atitude recíproca

Não há diálogo sem reciprocidade. O esforço por parte de apenas um invalida a possibilidade de verdadeiro diálogo. Todo diálogo implica que ambas as partes se abram ao duplo movimento que gera o intercâmbio dos dois interlocutores. Mas além de uma atitude o diálogo é um método, permitindo que esta atitude se expresse melhor, seja mais eficaz, alcance de modo ótimo seus objetivos.

FIQUEM NA PAZ DE DEUS!
SEMINARISTA SEVERINO DA SILVA.

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