IGREJA E COMUNICAÇÃO - OLHANDO PARA O PASSADO

OLHANDO PARA O PASSADO

Um rápido exame dos primórdios da Igreja Católica demonstra que se conceito de comunicação estava concentrado na comunidade. Neste sentido, o conceito de autoridade foi crucial para a compreensão da relação histórica da Igreja com a comunicação.
A atenção da Igreja volta-se para os meios de comunicação impressos depois da introdução da imprensa. Em 1487, Inocêncio VIII publica o Inter Multíplices, no qual define o pensamento da Igreja sobre os meios de comunicação escritos e como abordá-los. O Papa estava preocupado com a vida espiritual dos católicos e via no advento da imprensa uma nova tecnologia que poderia ameaçar o controle eclesiástico da produção cultural de seu tempo. Foi também nesse período que a Igreja estabeleceu um rigoroso controle, examinando os livros suspeitos de heresia (aquele que tinha oposição aos ensinamentos da Igreja).
A atitude da Igreja frente à comunicação se baseava em princípios morais e atitudes defensivas, ficando sob suspeita até o final do século XIX. No entanto, isto começa a mudar com o pontificado do Papa Leão XIII (1878-1903). Na história da Igreja, esta foi uma época de grande desenvolvimento, marcada por uma nova fase da vida eclesial, direcionada para o mundo. O significado especial desse período está na abertura de atitudes em relação à imprensa. Por exemplo, a primeira audiência coletiva concedida por um papa a jornalistas ocorreu em fevereiro de 1879. Mantendo o diálogo Leão XIII se caracterizou por suas abordagens que ia além das lamentações oficiais do passado. Neste período, a postura eclesial era de usar as tecnologias dos meios de comunicação como um “campo de batalha”. A Igreja raciocinou do seguinte modo: se a sociedade estava utilizando os meios de comunicação social para difundir o mal, então a Igreja também deveria usar esses mesmos recursos para difundir a boa mensagem, de modo a combater esse mal.
No pontificado de Pio X a encíclica Piene d’Animo, por exemplo, proíbe os seminaristas de lerem jornais e relembra aos sacerdotes que não deveriam escrever para revistas ou jornais sem licença, mesmo tratando-se de matéria puramente técnica. 
A Igreja teve sérias dificuldades em reconhecer valores positivos nos meios de comunicação e em perceber suas potencialidades para atuar como instrumentos na defesa da dignidade dos seres humanos.
De qualquer maneira, apesar de sua forte atitude negativa, a Igreja começou, lenta e gradualmente, a perceber a utilidade dos meios eletrônicos de comunicação, na difusão de suas mensagens, e a servir-se deles. Durante o período de 1878 a 1939, a Igreja mostrou alguma flexibilidade em relação à imprensa e às novas tecnologias de comunicação, particularmente ao cinema e ao rádio, mas ainda se movia com cautela.
A evolução do cinema no inicio do século XX impressionou Pio XI, que se tornou pessoalmente interessado na recente invenção; essa nova tecnologia de comunicação levou a criar a Organização Católica Internacional para o cinema – OCIC, em 1928. 

FIQUEM NA PAZ DE DEUS!
SEMINARISTA SEVERINO DA SILVA.

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