O ANTIGO ORIENTE ANTES DO ANO 2000 a. C.

O ANTIGO ORIENTE ANTES DO ANO 2000 a.C, 
APROXIMADAMENTE


            A Bíblia afirma que a historia de Israel dá-se início com a migração dos patriarcas hebreus da Mesopotâmia para a Palestina. Isso se dá aproximadamente no decurso da primeira metade do segundo milênio a.C. Entretanto, é preciso levar em conta que antes desse tempo muitas coisas aconteceram no decorrer da história humana (com as quais não nos deteremos em profundidade). Em relação a outros povos as origens de Israel é menos distante para nós, haja vista que há registros ou especulações acerca de culturas com cerca (ou mais) de 7.000 a.C.; portanto, muito anteriores a Abraão.
            Por volta do sétimo ou até o oitavo milênio a.C. surgem os aldeamentos permanentes. De acordo com registros em pedras, desde os começos da Idade Paleolítica, talvez há duzentos mil anos, há a presença do homem.

Antes da História: 
Fundamentos da Civilização no Antigo Oriente

            O aldeamento mais antigo é o de Jericó, que remonta a aproximadamente 8.000 a.C., talvez até antes. Porém, apenas no período Neolítico encontraremos a transição para cavernas-aldeamentos, inclusive aldeamentos permanentes. 
          Jericó não estava isolada, muito menos era a única cidade. Havia vilas e aldeias estabelecidas por todo o mundo bíblico, ainda antes da invenção da cerâmica. Neste entrementes, a vida sedentária começou também no Egito, remontando, portanto, aos começos da Era Paleolítica. No Egito, como em toda parte, a civilização começava a nascer – e isso uns dois mil anos antes de Abraão. Na Mesopotâmia, neste período, houve um bom progresso técnico e cultural: podemos citar as culturas antigas de cerâmica pintada, seqüência de culturas pré-dinásticas na Baixa Mesopotâmia, o desenvolvimento (no período Protoliterário) de diques e canais que tornou possível o cultivo intensivo de aluvião, aumento de população e, conseqüentemente, de cidades, a invenção da escrita. Também os sumérios são de grande importância, pois foram os criadores da civilização na Baixa Mesopotâmia, inclusive diz-se que foram os que introduziram a escrita.
            No quarto milênio temos algo a dizer em relação ao Egito e à Palestina. A Palestina se dividiu em duas províncias culturais. Uma ao norte e nas áreas centrais e outra no sul. Aqui se dá o estabelecimento dos primeiros aldeamentos. Em relação Às culturas pré-dinásticas do Egito a mais antiga é a de Fayum A (aproximadamente fim do quinto milênio a.C.). Muitas outras culturas aldeãs surgem a partir daí e, paulatinamente, os egípcios crescem em número e organização, sem muito contato com o mundo exterior. Aos poucos se dá início o contato com outros povos para o comércio através do Nilo e um grande intercâmbio cultural. Existia, inclusive, uma rota muito importante de intercâmbio entre a Palestina e a Síria, o que permitia uma troca de experiências culturais entre os povos.

O Oriente Antigo no Terceiro Milênio
           
            A história, propriamente dita, começa no remoto terceiro milênio. Quer dizer, entra-se pela primeira vez numa época que é documentada por inscrições contemporâneas que podem ser lidas. Nesta época os sumérios já se encontraram civilizadamente fixada em sistema de cidades-estados, onde a divindade era o governador. Tudo girava em torno do templo. O chefe temporal era o rei, ou sacerdote do templo local, como representante da divindade. A agricultura era bem desenvolvida e permitia uma população crescente e a economia florescia, devido ao período de paz, não obstante haver algumas guerras violentas. Havia também uma grande atividade literária de narrações épicas e mitos. A religião dos sumérios era politeísta. O culto existia para servir aos deuses, propiciar a sua ira, e manter assim a paz e a estabilidade.  A moral sumeriana era tal que eles possuíam um alto senso do certo e do errado.
            Mas os sumérios não foram os únicos a habitar a Mesopotâmia. Havia uma população semítica, conhecidos como os acádios, de acordo com a sede de seu primeiro império. Não se sabe se eram anteriores ou posteriores aos sumérios. Por volta do terceiro milênio estavam constituídos consideravelmente em número próximos aos sumérios (predominantemente ao norte). Os semitas fizeram sua a cultura sumeriana, adptando-a a si mesmos (de modo particular, a escrita e o culto aos deuses). Provavelmente tenha havido uma miscigenação de raças. Em meio ao vigésimo quarto século a.C. deu-se o surgimento do primeiro verdadeiro império da história do mundo, cujo fundador foi Sargão, perto da Babilônia, dominando também toda a Alta Mesopotâmia.
            O Egito vem a surgir como nação unificada. O Império Antigo dá-se entre os séculos vinte e nove e vinte e três a.C. Lá pelo vigésimo nono século os reinos do Alto Egito ganharam ascendência e levaram toda a região para seu domínio. Os fundamentos do Antigo Império foram lançados pleos faraós da Primeira e da Segunda Dinastias (do século vinte e nove ao século vinte e sete). Na Terceira Dinastia (2.600 aproximadamente) o Egito está em seu florescimento clássico. É justamente aí que o Egito adquire suas características culturais e patrimoniais que deveriam ser normativas para o futuro. Foi a Idade das Pirâmides. Havia também um contato permanente entre o Egito e a Ásia e com a Fenícia, com a Palestina e as terras adjacentes, como Canaã, explorações no Sinai. No Egito o faraó era deus. O rei-deus. Todo o Egito lhe pertencia e tudo estava à disposição de sua vontade. Mas havia também um complexo sistema burocrático que administrava a terra, chefiado por um vizir (súdito do rei-deus).
            Na Palestina todo o terceiro milênio coincide com o período conhecido pelos arqueólogos como a remota Idade do Bronze. Foi uma época de um progresso admirável nessa região, de um grande desenvolvimento urbano. A população era predominantemente canaanita.
            Aqui chegamos ao limite-começo da história de Israel. Final do terceiro milênio, séculos conturbados. Na Mesopotâmia encerra-se a longa história da cultura sumeriana. Os sumérios e os semitas estavam completamente misturados nesse tempo, e estes últimos tinham-se tornado o elemento predominante. Quando Israel nasceu, toda uma maré de de civilização já tinha fluído e refluído. Israel nasceu num mundo já antigo.
            Enquanto isso, no Egito, ao fim da Quinta Dinastia, o poder monolítico do Estado começou a desintegrar-se. O Egito entrava num período de desordem, conhecido como o Primeiro Intermediário. As coisas se agravavam com a invasão dos nômades asiáticos. A muitos egípcios parecia que sua civilização estava acabando. Isso se deu ainda muito tempo antes de Abraão. Mas não foi o que aconteceu. O Egito vivou uma nova ascensão. Ao começar o segundo milênio havia prosperidade e estabilidade.
            Na Palestina, entre os séculos vinte e três e vinte, houve uma grande invasão de nômades. Muitas cidades foram destruídas, inclusive, provavelmente, na Síria. Eles destruíam as cidades mas não as reconstruíam nem as habitavam. Só por volta do décimo nono século é possível dizer que houve um recomeço da vida urbana, por uma influência cultural nova e vigorosa. Os nômades eram de diversos grupos tribais, de povos semitas do Nordeste, conhecidos como amoritas, que estavam fazendo incursões em todas as partes do Crescente Fértil. Talvez os semitas que entraram no Egito fossem de origem similar. Quem sabe até acharíamos entre eles, se tivéssemos condições de observar, as figuras de Abraão, Isaac e Jacó.
            Por fim, é neste cenário, com este percurso histórico, com todas as suas conseqüências, que os antepassados de Israel estavam a ocupar. Um grande patrimônio cultural nos diversos aspectos (político, econômico, artístico, religioso etc.). Muita coisa precedeu o surgimento de Israel. A própria civilização precede a Israel.

FIQUEM NA PAZ DE DEUS!
SEMINARISTA SEVERINO DA SILVA.

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