NOÉ OFERECE HOLOCAUSTOS A DEUS - GÊNESIS 8, 20-21


Noé oferece holocaustos a Deus
(Gênesis 8, 20-21)

            “Noé construiu um altar a Iahweh e, tomando de animais puros e de todas as aves puras, ofereceu holocaustos sobre o altar. Iahweh respirou o agradável odor e disse consigo. ‘Eu não amaldiçoarei nunca mais a terra por causa do homem, porque os desígnios do coração do homem são maus desde a sua infância; nunca mais destruirei todos os viventes’, como fiz” (Gn 8, 20-21.
            Através do justo, Deus começa uma nova criação (comparar 9, 1-7 com Gn 1, 28-30). A nova criação começa com uma oferta a Javé, que não deixa o homem ser dominado pelo caos. A nova era se inaugura com o sacrifício copioso oferecido ao Senhor; e este responde com uma promessa: “Eu não amaldiçoarei nunca mais a terra por causa do homem, porque os desígnios do coração do homem são maus desde a sua infância; nunca mais destruirei todos os viventes, como fiz” (Gn 8, 21).
            Certamente Ele promete nunca mais destruir a sua criação: doravante, Ele aceita a ambigüidade humana (verificar vers. 21), que também é responsável pela ambigüidade do mundo e da história. “Nunca mais destruirei todos os seres vivos, como fiz” (Gn 8, 21). Experimenta-se a graça na estabilidade da ordem natural, não obstante o contínuo pecar do homem.
            Antes vemos que: por causa da oferta de “animais puros e todas as aves puras” (Gn 8, 20) oferecidas como holocaustos sobre o altar construído por Noé “Iahweh respirou o agradável odor” (Gn 8, 21). Aqui literalmente “odor pacífico”. Esse antropomorfismo (tendência para atribuir, ou a forma de pensamento que atribui formas ou características humanas a Deus) passará para a linguagem técnica do ritual (cf. Ex 29, 18.25; Lv 1, 9.13; Nm 28, 1).
            Mediante isto, mesmo com tais sacrifícios, ou seja, ritos exteriores (ofertas e holocaustos agradáveis) Deus conhece e sonda o coração do homem. “porque os desígnios do coração do homem são maus desde a sua infância” (Gn 8, 21). O coração é o interior do homem, distinto do que se vê e, sobretudo da “carne” (Gn 2, 21). É a sede das faculdades e da personalidade, de onde nascem pensamentos e sentimentos, palavras, decisões, ação. Deus o conhece profundamente, quaisquer que sejam as aparências (1 Sm 16,7; Sl 17, 3; 44, 22; Jr 11, 20).
            Por fim, o coração é o centro da consciência religiosa e da vida moral (Sl 51, 12.19; Jr 4, 4+; 31, 31-33+; Ez 36,26). É em seu coração que o homem procura a Deus (Dt 4, 29; Sl 105, 3; 119, 2. 10), que o ouve (1 Rs 3, 9; Eclo 3, 29; Os 2, 16; cf. Dt 30, 14), que o serve (1 Sm 12, 20. 24), o louva (Sm 111,1), o ama (Dt 6, 5). O coração simples, reto, puro, é aquele que não está dividido por nenhuma reserva ou segunda intenção e por nenhuma falsa aparência em relação a Deus ou aos homens (cf. Ef 1, 18). Esta passagem marca uma mudança decisiva na conduta de Deus em relação ao homem; Iahweh, que havia amaldiçoado a terra por causa da desobediência do homem e da mulher (Gn, 3, 17) se compromete agora a não mais destruir a terra pelo dilúvio. E, se o pecado do homem era a razão do castigo exemplar (Gn 6.5), agora ele explica por que Iahweh se compromete a não mais maldizer a terra. Há aí uma transição para que a maldição do solo se transforme em bênção para Abraão e nele, para sua descendência e para todos os clãs da terra (Gn 12, 1-3). 

BIBLIOGRAFIA:

Bíblia de Jerusalém – São Paulo – Editora: Paulus, 2002.  

Bíblia do Peregrino – São Paulo: Editora Paulus – 2ª ediação – 2002.

Bíblia Sagrada – Edição Pastoral, São Paulo – Editora: Paulus, 1990.  

FIQUEM NA PAZ DE DEUS!
SEMINARISTA SEVERINO DA SILVA.

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