O CONVITE ESCATOLÓGICO - O BANQUETE ESCATOLÓGICO


O convite escatológico (o banquete escatológico)

Is 25, 6-10; Is 55, 1-3; Cant 4, 16-5,1
(Faça paralelos com o Evangelho e o Apocalipse)

            O tema é a palavrinha que estar em comum, comer, conforme Ex 29, 1-11. No At o banquete é sagrado. Em Gn 18, lemos a passagem onde Abraão dá comida para três personagens estrangeiras e come com eles, personagem essas que serão interpretados pelos Padres da Igreja como a Santíssima Trindade. Onde passagem que podemos citar é I Sm 2,6. 17-19, quando o rei Davi traz a Arca da Aliança, faz uma grande festa. Comer com alguém é fazer comunhão. Nesse sentido o a escatologia do At estava ligado diretamente com a chegada do Messias, com a vindo do Cristo, conforme testifica Is, 7, 14. Já a escatologia do Nt, é apresentada como que o tempo se cumpriu, o Messias chegou. A figura do Batista indica isso para nós, batiza nas aguas, anunciando que é tempo de conversão, pois, o Messias chegou. Conforme anuncia Mc 1, 15. Outras citações que nos ajudam a compreender a escatologia do NT. Lc, 3,29, Ap 19,9, Ap 3,20 e Mt 27, 28.


O banquete da Sabedoria:
Pr 9,1-6; Eco 24,19,22
(Procure os paralelos especialmente com Jo 6 e paralelos com a Sabedoria).

            No livro de Provérbios 9, 1-6 vemos que a sabedoria é a primeira criatura de Deus, uma espécie de arquiteto que o acompanhou e inspirou em toda a sua atividade criadora.             Pode-se dizer, portanto, que ela é o sentido vital que Deus imprimiu a toda a criação. Observando o mundo e a história, a humanidade pode encontrá-la e tomar consciência dela, tomando-a com guia para a realização da vida. João se lembrou desse texto quando escreveu o prólogo do seu evangelho (cf. Jo 1, 1-5). A experiência concreta da vida e da história é um livro aberto, convidando o povo a compreender sua própria história. Desse modo, ele poderá deixar a ingenuidade e adquirir espírito crítico para construir seu próprio caminho. Assimilar tal sabedoria é como participar de um banquete, que restaura as forças e estimula a caminhada. Conforme os textos citado acima vimos que a Sabedoria no Antigo Testamento é considerada uma pessoa. No Novo Testamento é Jesus a Sabedoria e ele como Sabedoria dará o banquete da sabedoria. Esse banquete é diferente do banquete escatológico, pois podemos comer dele sempre.
            Ora, mas para participar deste banquete é necessária a adesão pessoal a Jesus para que essa vida se torne definitiva. Em João 6, 22-34 vemos que uma multidão pede um milagre como o maná do deserto e ainda impõe condições para aceitar Jesus. Mas o desejo da multidão fica sem efeito, se ela não se compromete com Jesus, o pão da vida que dura para sempre.
            Mais adiante em João 6, 35-50 Jesus se apresenta como aquele que veio de Deus para dar a vida definitiva aos homens. Seus adversários não admitem que um homem possa ter origem divina e, portanto, possa dar a vida definitiva. A vida definitiva se encontra justamente na condição humana de Jesus (carne): Jesus é o Filho de Deus que se encarnou para dar vida aos homens, isto é, para viver em favor dos homens. A vida definitiva começa quando os homens, comprometendo-se com Jesus, aceitam a própria condição humana e vivem em favor dos outros. E Jesus dá um passo além: ele vai oferecer sua própria vida (carne e sangue) em favor dos homens. Por isso, o compromisso com Jesus exige que também o fiel esteja disposto a dar a própria vida em favor dos outros.
            Ora, por fim, a Eucaristia é este alimento (banquete) a carne de Jesus Cristo que nos garante a vida eterna. É o sacramento que manifesta eficazmente na comunidade esse compromisso com a encarnação e a morte de Jesus Cristo. Em João 6, 60-71 vemos que tal compromisso e as palavras de Jesus provocam resistência e desistência até entre os discípulos. Muitos conservam a idéia de um Messias Rei, e não querem seguir Jesus até a morte, entendida por eles como fracasso. E não assumem a fé por medo de se comprometerem. Os doze Apóstolos, porém, aceitam a proposta de Jesus e o reconhecem como Messias, dando-lhe sua adesão e aceitando suas exigências.

BIBLIOGRAFIA:

Bíblia de Jerusalém – São Paulo – Editora: Paulus, 2002.  

Bíblia do Peregrino – São Paulo: Editora Paulus – 2ª ediação – 2002.

Bíblia Sagrada – Edição Pastoral, São Paulo – Editora: Paulus, 1990.  

FIQUEM NA PAZ DE DEUS!
SEMINARISTA SEVERINO DA SILVA.

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