QUEM FOI SANTA TERESA DE JESUS? NAS LINHAS DE DEUS


TEXTO CONCEDIDO POR:
LUIZ BRASILIANO DE SANTANA MARTINS


NAS LINHAS DE DEUS

            É nas entre linhas de uma ponta de caneta em folhas de papeis, um itinerário espiritual que iria surge uma experiência mística de orações meados do século XVI. Uma jovem da cidade de Ávila que não tinha consciência sobre as grandes transformações e maravilha que Deus iria fazer na sua vida a partir de experiências do cotidiano transferidas para as suas anotações como exercícios espirituais. Essa foi Santa Tereza de Ávila.

            Estes escritos teriam um lugar central na dimensão espiritual da Igreja e um dos pontos de referencia da espiritualidade cristã. Este trabalho não se trata em discutir o valor da santidade em si, mas de mostrar os valores num itinerário da espiritualidade da obra de Tereza. Os guias espirituais em geral de Tereza, era um escrito dos fenômenos vivenciados por ela a fim de avaliar a qualidade das suas experiências diante de Deus e de sua vida.
            No inicio do seu Livro da Vida, Santa Tereza Ávila exprimi com detalhes o surgimentos das primeiras experiências da sua infância diante as reflexões sobre Deus. Ela descreve como o Senhor começou a despertar a sua alma, de uma infância a um amor de virtudes. Neste contexto, suas referencias são seus pais.
Na morte de sua mãe, ela despertar reflexões da alma, surgindo a partir daí um interesse sobre a alma diante o Reino de Deus. Neste contexto o Senhor iluminou a tomar a decisão do hábito de freira. Descreve este chamado numa realidade tão própria de uma vocação, com suas incertezas e suas duvida. Mas pela influencia de pessoas de grandes virtudes, ela descreve como o Senhor foi aumentando cada vez mais no seu coração este desejo, até entra no convento das carmelitas, servos do amor, como ela descreve a vocação.
Assim, Santa Tereza de Ávila, já no convento como freira, buscar as resposta de suas duvidas enquanto criança a uma reflexão mais madura de como podemos chegar a Deus, suas reflexões sobre como alcança aquele Deus que tanto nos amou. Ela seguir um caminho que estabelece como sete graus de oração para chegar a Deus que depende principalmente de nossa disposição. Tereza escreve que este processo é lento, pois ela mesma se coloca neste processo.
Santa Tereza de Ávila ver a necessidade da confissão diária como um dos instrumentos como caminhos da alma ao estado de graça, pois suave é o amor de Deus. Estes graus serão conhecidos como as moradas de Deus. Pois a oração para Tereza é o instrumento para alcança-se a Deus, ou seja, a oração seria um elevador que nos faz subir neste edifício de morada até encontra-se na humildade da presença de Nosso Senhor Jesus Cristo que estaria conosco durante toda a caminhada.
Nesta jornada de oração até Deus, só podemos caminhar juntos como Ele, pois é Ele que nos dar coragem e animo para continuar subindo, ou seja, nos ensinamentos práticos da oração, Santa Tereza fala frequentemente de graus na oração. Desta forma, o primeiro grau seria o reconhecimento da Cruz de Cristo, pois se desejamos chegar a ultimo grau, temos que ter a consciência que para chegar ao Cristo, nunca podemos procura-lo se a sua cruz, pois é na Cruz que se encontra o nosso sinal de salvação. Esta aceitação é a primeira experiência que podemos experimentar na fé, diante as nossas inquietação e distrações dos pensamentos de nosso espirito diante a Cruz, só nesta experiência que podemos adentra no primeiro grau da oração.
Nesta jornada de oração, os graus indicam ao mesmo tempo uma escala de relação entre o homem e Deus. Desta forma, a oração humilde diante a meditação da Palavra ou dos mistérios do Senhor é o primeiro grau de Deus. Na mística de Tereza, a oração consiste num repouso pacifico e amoroso diante a vontade deste mistério divino, este mistério seria o segundo grau da oração. Nestas formas de oração, a verdadeira sabedoria e deleitosíssima maneira de a alma poder gozar diante este mistério, esta concepção seria o terceiro grau. Diante a meditação da palavra, a oração constante do mistério de Deus e a concepção deste mistério chegasse a um quarto grau, a união mística das orações. Esta união mística de Tereza é uma ação unificadora da oração, uma potencialidade da alma diante a relação do divino, como ela diz, um “voo do espirito”.
Assim seria a primeira fase da espiritualidade de Santa Tereza de Ávida, o que poderíamos avaliar como uma lectio divina, uma preparação da alma para conhecer e travessar as sete moradas do Senhor, pois estes moradas seriam um alto conhecimento de si mesmo. Este conhecimento pessoal passa pelas sete moradas do Senhor que ante das moradas existe a preparação, os quatro graus que são as preparações para o ponto de partida, uma preparação da própria alma diante os quatro graus da oração. Esta jornada de purificação da alma diante suas moradas, uma entrega total nos ensinamentos da liberdade para se chegar a Deus. Pois se os quatro graus encontramos a entrada de experiência misteriosa da presença de Deus, no recolhimento infuso da mente; a quietude e a paz da vontade, um sono que podemos chama de potencias, que as arrebata sem impedir-lhes de atender simultaneamente as coisas da vida e tento em si um voo do espirito[1]. Desta forma, podemos chegar à primeira das sete moradas.
As moradas são em se estados da alma, momentos que percorremos na busca de Deus. Desta forma, a primeira morada seria a percepção da alma como um aprisionamento no mundo, nas coisas matérias imerso no exterior, pois sua relação seria como Tereza apresenta uma relação de surdo-mudo, assim, a relação com Deus não poderia ser real.
A segunda morada seria o inicio de uma autentica oração meditativa. Seria a fundação de um nascer diante a sensibilidade da palavra e as coisas de Deus. Se na primeira morada constituíamos uma relação de surdos e mudos, nesta, começamos a ouvir. Diante estas realidades, a alma começa a sua purificação, passando a ter certa estabilidade na vida espiritual, esta seria a terceira morada, a luta pelo mundo exterior a partir da meditação, pronta para buscar a Deus.
A quarta morada é a estabilidade na meditação, seria um conhecimento com intervalos de quietude infusa da vontade. A renúncia do conhecimento e das lembranças da alma para si liberta totalmente.
Nesta jornada, a quinta morada seria um estado mais ou menos de profundidade na união a Cristo, diante a sua presença e nos seus mistérios. A alma, livre de todas as influencias exteriores numa mudança da pessoa na relação com Deus. Nesta morada a alma esta livre para caminhar sem olhar para traz, pois todos os seu ser esta em um só local, num só pensamento. A alma deixa de ser prisioneira para tornar-se livre para construir sua historia e o seu caminho. Na sexta morada, a alma vive numa oração extática, livre mais aprisionada na graça mística de Deus.
A última morada, a sétima morada, seria a união plena com Deus, uma conformidade com a vontade de Deus. Nesta plenitude misteriosa na união com Ele, podemos caracterizar pela experiência inabalada da Santíssima Trindade[2]. Esta experiência única, com o abandono do mundo na liberdade de aceitar o matrimonia com Deus, nesta disposição ao serviço aos outros é a plena configuração do Verbo, de Nosso senhor Jesus Cristo.
Assim, estas moradas são caminhos de uma perfeição espiritual, um guia da vida de experiência de uma simples mulher que transformou a vida espiritual da Igreja. Estas moradas de Tereza ensinam a fazer da uma vida, uma vida de oração e penitencia a busca de Deus. Um voo da alma, num caminho que nos levara a Deus. O Livro da Vida de Santa Tereza de Ávila seria um manual para uma busca espiritual de suas experiências própria de uma vida de oração plena. Este livro tem como objetivo, transmitir suas experiências a partir de duas etapas diante um itinerário de uma espiritualidade constante num caminho de purificação da alma.
Esta plena oração mística de Tereza, é transmitida de forma catequética, começando a falar de suas primeiras experiências de infâncias, suas angustia de aceitar o chamado ao Carmelo e o seu serviço de ajudar o próximo a subir os graus da oração. Desta forma, Santa Tereza e as suas moradas, transformaram a vida espiritual da Igreja. Que durante esta caminhada pelo mundo, possamos construir esta oração unificadora com o Cristo, tendo como exemplo a vida de oração de Santa Tereza de Ávila, suas orações de um itinerários de graus e a passagem pelo conhecimento das sete moradas do Senhor.



[1] N. 11-12
[2] Mt 7,2.

FIQUEM NA PAZ DE DEUS!
SEMINARISTA SEVERINO DA SILVA.

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