QUAIS SÃO OS MEUS LIMITES?

VII ENCONTRO DE CATEQUESE

Material: Um copo, uma jarra com água, uma pedra que não caiba no copo, algumas pedrinhas pequenas.

1. OBJETIVO:
            Animar e orientar o adolescente a discernir a difícil e polêmica questão do limite: até onde se pode ir?

2. ACOLHIDA:
            Oração da alegria
            Senhor, na calma deste momento, recolho-me em ti. Olha Senhor, minha audácia. Na singeleza desta oração eu te dou minha alegria. Como é bom ser alegre. Obrigado, Senhor, este é um dom que tu me deste. Como é agradável ter a alma em paz. Como é maravilhosa uma alma em festa, razão de toda alegria.
            Senhor, que nos dias ensolarados e nas noites entreabertas, um sorriso sincero indique que há sempre alegria em mim. Saiba eu sorrir para ti, no meu próximo que passa preocupado, desanimado e oprimido. Sorria para ti, no meu irmão que mim te procura. Amém.

Canto: Água viva, ou outro apropriado.

3. SENSIBLIDADE:
            Encher o copo de água até transbordar. Enquanto estiver derramando a água da jarra, pedir que o grupo cante o refrão: És água viva, ou outro refrão. Colocar as pedrinhas uma por vez, dentro do copo, até que toda a água derrame.Depois tentar colocar a pedra grande.

Dialogar:

· O que nos faz pensar este copo que recebeu tanta coisa dentro de si ao mesmo tempo?
· Qual é a utilidade do copo? Ele conseguiu realizá-la?
· Quando foi preenchido com outras coisas, que não eram líquido, o que aconteceu? É assim em nossa vida. Não conseguimos manter dentro de nós tudo o que nos é oferecido. Temos um limite. Se não o respeitamos, nos desviamos dos nossos objetivos e nos sentimos perdidos.
· Para você, o que é um limite?
· Você concorda que precisamos de certos limites na vida? Por quê?
· O que pensar de quem proíbe tudo?
· O que pensar de que permite tudo?

4. ILUMINANDO:
            Proclamar Rm 7,14-20 – a fraqueza de nossa condição humana.

5. REFLETINDO:
            Muitas vezes, entregamo-nos de tal maneira a um projeto ou a uma ação que nos escravizamos. Assim acontece com o limite. Às vezes dizemos: é só uma vez, eu garanto. E quando nos damos conta, já perdemos o controle da situação.
            Cada adolescente é uma potência; é capaz de realizar muitas coisas. Tem olhos para ver o mundo e mãos para melhorá-los. Tem no peito um coração repleto de amor.
            Leitor: Sentimos vontade de conquistar e desbravar o mundo.
            Todos: Mas, às vezes, os adultos não nos entendem e nós não entendemos os adultos.
            Leitor: Quando estamos entre amigos, queremos rir, cantar, dançar, correr, falar, ouvir um som que combine com nosso jeito adolescente de ser.
            Todos: Mas, às vezes os adultos não nos entendem e nós não entendemos os adultos.
            Leitor: às vezes sentimos vontade de jogar, brincar, estudar, trabalhar, conhecer gente, lugares e coisas, sem querer fazer o mal a ninguém.
            Todos: Mas, às vezes os adultos não nos entendem e nós não entendemos os adultos.
            Rapazes: Podemos ser desanimados e tímidos, mas temos de encontrar uma proposta e dar uma resposta.
            Moças: Em um momento somos entusiasmados demais e em outro, já desanimamos.
            Rapazes: Podemos também nos acovardar e fugir da realidade.
            Moças: Podemos ser fechados e tristes, sem desejo de participar e sem querer crescer.
            Rapazes: Se ficarmos indecisos, dependeremos dos outros, da droga, do vício, da onda.
            Todos: Precisamos ter equilíbrio e saber, com maturidade, até onde e como ir, para sermos infelizes.
            Rapazes: É preciso cultivar o caráter, a personalidade, o jeito de ser, sem negar o mudar apenas por causa dos outros.
            Moças: É preciso dialogar com os pais, com os irmãos, com os amigos. Ter ideais, amizades, sentimentos sadios e intimidade com Jesus, o verdadeiro amigo.
           Todos: È preciso saber usar a nossa força interior: o caráter e as capacidades; e nossa força exterior: o ambiente, a família, o grupo, os amigos, a realidade, os desafios, a sociedade.

6. COMPROMISSO:

            Durante a semana, refletir:
·        Em que ponto da minha vida preciso rever o limite?
·        Que vou fazer para melhorar?
·        O que devo fazer para madurecer e crescer?

7. CELEBRANDO A FÉ:

            Deus, meu Pai, eu não sabia que o amor por você e pelas pessoas me torna livre. Como é bom conversar com você sobre o amor e sobre a vida. Sinto uma paz que não dá para explicar. Falando com você, sinto vontade de ser melhor para com os outros. Pai ajuda-me na luta diária para conviver com as pessoas que me rodeiam e não entrar em conflitos e dificuldades. Também para participar das lutas para melhorar a vida de todos e conseguir casa, terra, salário justo, saúde, educação, alegria e dignidade para todos. Não me deixe esquecer a necessidade da presença da sua paz, que não é uma paz feita de comodismo. Que sua paz esteja sempre no meio de todos nós, mesmo nos momentos mais delicados, mas difíceis. Amém.

Canto de despedida.

FIQUEM NA PAZ DE DEUS!
SEMINARISTA SEVERINO DA SILVA.

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