JESUS DE NAZARÉ

RESUMO DO LIVRO JESUS DE NAZARÉ
PAPA BENTO XVI


O BATISMO DE JESUS

O Cristo Jesus é o maior dos profetas. Nele se consuma a intervenção de Deus na história em favor da humanidade. Jesus Cristo é a imagem visível do Pai invisível. Logo aquele que conhece o Pai, face a face, pois é quem veio do coração de Deus. Bento XVI, neste capítulo faz uma relação entre Moisés e Jesus Cristo. Enquanto Moisés foi o maior dos profetas do AT, manteve uma relação de proximidade com Deus no monte Sinai. Já, Jesus é o profeta por excelência de todo o evangelho, pois é o próprio Deus visibilizado em Jesus Cristo.

AS TENTAÇÕES DE JESUS

Uma relação íntima com Deus nos faz ter sentido de vida. Os dramas da existência humana são corriqueiros na sociedade atual. Neste capítulo, a lógica racionalista, individualista e tecnicista. O papa fala de uma sociedade distante da fé, sem intimidade e escuta ao sobrenatural. Uma busca por um mundo planejado, organizado, no qual Deus pode ter o seu lugar como uma questão privada, mas que não pode imiscuir-se nas nossas intenções essenciais. A vivência no mundo do pragmatismo, racionalismo, empirismo. Bento XVI vem justamente dizer que a intenção essencial do homem está na busca de um coração sincero para Deus, pois isso é que preenche o coração do homem e não na técnica, cientificismo, pois isso são as tentações do mundo moderno.

O EVANGELHO DO REINO DE DEUS

Os obstáculos que nos oferece o anúncio de Cristo para mundo moderno. E um dos meios usados para falar da sua mensagem performativa e informativa é a igreja. Uma igreja que é falada como anunciadora do reino de Deus. A discussão neste capítulo é sobre o reino de Deus. Um reino que foi apresentado por Jesus, e está Nele o próprio reino, pois foi pregado na cruz, por amor. Logo, a cruz é amor que vai até o fim (Jo 13,1).

O SERMÃO DA MONTANHA

A informação radical sobre o conteúdo da pregação de Jesus é: "Convertei-vos: o Reino (a realeza) dos céus está próximo" (Mt 4,17). Uma conversão sincera e verdadeira só se dá quando aprendemos do mestre, permaneçamos na escuta da palavra e numa contínua intimidade com o Cristo. Assim, poderemos entender e viver a realidade de uma imitação de Cristo que nos pede ter o "pensamento de Cristo" (Fl 2,5).

A ORAÇÃO DO SENHOR

           Já no sermão da montanha Bento XVI nos ensina, sobretudo, a relação do ser homem. Que é manter-se em comunhão e unidade de amor com a pessoa da trindade, Pai, Filho e Espírito Santo. Uma relação de abertura entrega, abandono e intimidade a vontade de Deus: amor, perdão e verdade. Neste capítulo a oração do Senhor o Filho (Jesus) apresenta seus discípulos como homens que devem manter-se uma relação plena de encontro com o Pai. Ele ensinou o meio de relacionar-se que é justamente a interioridade do coração, comunicação, escuta da palavra e exercício para fazer sua vontade. Deus é uma pessoa que se deixou revelar na pessoa do Filho, compondo a mesma essência do Pai, (Deus). Dessa forma abrindo a possibilidade para nós de relacionar, comunicar-se com uma pessoa, justamente pela sua autocomunicação. E a mais bela forma de encontrar-se com o Cristo é por meio da oração universal: Pai Nosso: O Pai nosso que trás sua estrutura em sete pedidos. Três destes pedidos, está formulado na 2º pessoa e outros 4, na primeira pessoa do plural. Assim sendo uma oração de amor, e ao mesmo tempo de conversão.
            
PAI NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU – significa a consolação de um Deus que é Pai, e nos assume como filho, por meio do Filho. Que se deu como redenção de todos os pecados da humanidade. SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME – o nome de Deus é revelado e isso se dá por um chamado, invocação. O nome de Deus é invocado. Ele está conosco. VENHA O NÓS VOSSO REINO – o reino aparece a nós por meio da escuta com o coração. Deixando-se fazer um só com Ele. União da vontade de Deus com a nossa humana. SEJA FEITA VOSSA VONTADE ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU – viver a partir da palavra de Deus, e assim da vontade de Deus e encontrar na vida a correspondência com esta vontade.    O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAÍ HOJE – o pão necessário para cada dia. O pão material e espiritual, eucaristia. O pão maior da existência humana oferece sentido a humanidade. PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO – perdoar, reconciliar é gesto de amor. É o 1º a mostrar isso, foi Jesus nos uniu de volta ao Pai.  E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO – a tentação não vem de Deus, mas do diabo. A tentação é pressuposto de purificar nossa fé. Uma fé madura, integrada para ajudar as outras pessoas. MAS LIVRAI-NOS DO MAL – proteger contra as forças malignas que objetiva afastamento de Deus. E assim sofrer escárnio por ter cedido ao pecado. Como bem deseja o autor de todo mal, acusar a criação amada de Deus frente o criador.

OS DISCÍPULOS


        Ser um discípulo de Jesus é preciso oração do Senhor, para escutar e aprender do mestre. Esse escutar é por meio da oração, mistério da comunhão e participação da vida de Cristo. Ser discípulo é uma eleição, chamado de Deus para anunciar a sua mensagem, curar, expulsar demônios e realizar milagres. O discípulo só é a partir de Jesus, pois é quem O chama. Ele escolheu doze apóstolos como quis. Subiu para orar na montanha e na íntima comunhão com o Pai “fechou” um grupo diverso, eclético que se colocasse inteiramente ao seu serviço, ou seja, Reino de Deus. Um serviço de anunciar o evangelho de modo universal em todas as partes da terra. Um compromisso que então concretizará com participação e comunhão na vida com o Cristo. Assim ser discípulo é ser escolhido no mistério da trindade.
           
A MENSAGEM DAS PARÁBOLAS

        Essa escolha exige discursos que muitas vezes são camuflados, (mensagem das parábolas) a qual Deus vem se revelar neste mundo. Suas parábolas revelam o mistério da cruz, redenção e salvação para humanidade. Os discursos movidos por expressões que tocava a realidade contingente das pessoas, usando imagens, a natureza, cotidiano, proximidade de Deus, Reino.
O objetivo central das parábolas estava no processo de conversão e fidelidade do povo aos mandamentos do evangelho. O papa Bento XVI, trata de 3 parábolas que considera fundamental para o ministério da conversão, bondade, compaixão e misericórdia de Deus: A história do samaritano, a parábola dos dois irmãos e a narração do libertino rico e do lazara pobre.   

AS GRANDES IMAGENS DE S. JOÃO

A ligação das parábolas com as grandes imagens de S. João, pode-se ser resumido neste versículo: “O que era desde o princípio, o que nós ouvimos o que vimos o que contemplamos, o que as nossas mãos apalparam, é isso que anunciamos: a palavra da vida. Pois se revelou; nós vimos e testemunhamos e vos anunciamos a vida eterna, que estava do Pai e que nos foi revelada” (1 Jo 1,1s). O evangelho de S. João discorre sobre vários temas e discursos, como: autoria do evangelho, caminhos de Jesus, virtudes de um Deus que nos leva a Sua proximidade e imagens.  Além de acentuar a realidade pneumática, frente às exterioridades das leis e preceitos rigorosos estabelecidos na sociedade judaica.
Várias hipóteses tem-se para a autoria do evangelho de S. João, mas ainda está confuso e misterioso. Um das hipóteses mais aceita é de ter sido o próprio João, discípulo que o escreveu, por considerar a realidade testemunhal. A autêntica pretensão do evangelho é transmitir corretamente os conteúdos dos discursos autotestemunhal de Jesus nos grandes confrontos em Jerusalém, e encontrando a figura autêntica Dele. Logo, proferindo discursos que revela sua identidade, suas raízes, quando diz: “Eu sou”, objetivando a realidade concreta da salvação. Assim, passa a apresentar vários sinais, como exemplo da água, a videira e o vinho, o pão, o pastor. 


DUAS BALIZAS IMPORTANTES NO CAMINHO DE JESUS: CONFISSÃO DE PEDRO E A TRANSFIGURAÇÃO

Nesse sentido, a confissão de Pedro relatada em todos os 4 evangelhos ratifica Jesus como O (Messias, Ungido, Filho do Deus vivo, Santo dos Santos). Pedro é o discípulo porta voz, que antecipa a profissão de fé advinda dos “céus”, pois não foi homem que revelou, mas o próprio Deus. Ele é o diferencial das opiniões públicas. Essa revelação se dá em uma realidade do caminho traçado pelo Pai, ao seu Filho, que sobe para Jerusalém, e lá chegará a crucificação, mas no 3º dia o glorificará com a ressurreição. Um caminho de renúncia e entrega total à vontade do Pai. Outro acento posto de grande importância é a transfiguração de Jesus ao subir o monte. Os evangelistas reportam esse acontecimento singular. Os exegetas apresentam suas interpretações e paralelos com antigo testamento, ora vendo a relação com festa dos tarbenáculos apreciado como festa judaica, logo acentuando a liturgia. Outros retomam a experiência do êxodo que trás em Moisés a realidade da nuvem luminosa, a subida ao monte e recebimento da tora. Assim é pertinente as leituras e interpretações feitas sobre essas passagens, mas é de se destacar a antecipação da paixão e morte de Jesus Cristo e o sentido da parusia que chega, mas ainda, a de vir, exemplo da transfiguração de Jesus aos discípulos, Pedro, Tiago e João.

AS AUTO-AFIRMAÇÕES DE JESUS

A relação de plena comunhão entre o Filho e o Pai é destacável no evangelho de João, quando Jesus afirma, Quem me vê ver o Pai, porque Eu e o Pai somos um. “A dinâmica deste capítulo trás como ponto destaque as duas auto-afirmações de Jesus: “O Filho de Homem” e “Filho de Deus”. A expressão Filho do homem que perpassa a realidade humana de Jesus. De fato, Jesus fazia questão de apresentar como Filho do Homem, ou seja, estava impregnado em sua realidade: vontades e sentimentos. A natureza de Jesus se faz entre homem e Deus. Justamente no concílio de Nicéia proclama a profissão de fé em Jesus, como mesma essência do Deus. Por outro lado a expressão “filho  de Deus” solta-se da espera do poder político e torna-se expressão de uma especial unidade do ser com Deus, que se mostra na cruz e na ressurreição. Com nos aponta o Filho na designação Eu sou, justamente referindo a relação de comunhão, diálogo e amor entre o Filho e Deus.

FIQUEM NA PAZ DE DEUS!
SEMINARISTA SEVERINO DA SILVA.

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