COMUNICAÇÃO: REDE DE RELAÇÕES

COMUNICAÇÃO: REDE DE RELAÇÕES


Todos nós sentimos a necessidade de estabelecer relações sinceras e autênticas com os nossos semelhantes. O isolamento e a solidão nos incomodam, fere e machucam. Trazemos impresso em nosso ser a capacidade comunicativa. Sabemos, por experiência, desde os primeiros momentos da nossa existência, o que significa comunicar.
Definir comunicação é um desafio. No momento em que tentamos fazer percebemos que estamos diante de uma questão um tanto complexa e difusa. Toda definição pode evidenciar um aspecto e esquecer outro.
Parte integrante de nossa existência, a comunicação abrange um leque que vai desde o pessoal, interpessoal e social, passando pelos mais sofisticados modos e meios de comunicação, até a chamada cultura de comunicação. Ela incide em todos os âmbitos da vida humana individual, familiar, religiosa, política e social.
A origem etimológica da palavra “comunicação” nos ajuda a compreender o seu significado e a sua abrangência. A palavra comunicação provém do latim communis, que significa múnus comum, função comum, ou seja, comum + ação. Consequentemente, comunicação é relação, partilha, participação; é tornar comum, interagir, conviver.
Nesse sentido podemos afirmar que a comunicação é uma relação misteriosa e envolvente; é a dimensão da pessoa humana que se abre à alteridade e se descobre capaz de transcender-se, saindo de si em direção ao outro, em direção ao infinito.
Podemos afirmar que a comunicação é um processo relacional que viabiliza a vida em sociedade; é uma rede de relações que vamos tecendo, a cada instante de nossa existência no, convívio com os nossos semelhantes. Hoje a comunicação não é simplesmente um conjunto de meio, mas um modo de ser, um estilo de vida, uma cultura.
A cultura da comunicação
Nas diferentes etapas do quadro evolutivo de sua história, a comunicação chegou, particularmente na pós-modernidade, a constituir-se num fenômeno definido pelos estudiosos como “cultura da comunicação”. De fato, a revolução tecnológica e os processos de globalização formataram um mundo atual como uma grande cultura midiática.
Designar a comunicação como cultura significa considerá-la como conjunto de valores que constituem um ambiente vital, um estilo de vida, um elemento articulador de mudanças sociais que desencadeia e sustenta os aspectos vitais das relações sociais.
A comunicação como cultura constitui uma nova forma de compreender o mundo, a vida, as relações, que não é fruto exclusivo do raciocínio, mas também da experiência.
A comunicação gerou a civilização da imagem que privilegia a rapidez e transitoriedade da informação. Nela, o conceito de virtual é fundamental. Além de fazer surgir a dimensão da conectividade (homem-máquina) que é necessária e indispensável.
Conhecer e viver esse processo de comunicação é indispensável para comprometer-se a viver essa época, não como um tempo de alienação e de confusão, mas como período precioso para investigar a verdade e para o desenvolvimento da comunhão entre as pessoas e os povos do universo. Esse processo incide profundamente na vivencia da fé cristã. Por isso a PASCOM deve estar atenta às constantes mutações no campo da comunicação.

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